Jornal São Paulo Zona Sul

Museu Água deve começar a ser construído ainda em 2020

Se tudo correr como esperado, em setembro será implantada a “pedra fundamental” que marca o início da concretização de um projeto que trará um novo espaço cultural para a Vila Mariana: o Museu Água de São Paulo.

Essa semana, em reunião no Museu de Arte Moderna (Mam, no Ibirapuera), foi promovida a solenidade que premiou os cinco melhores projetos desenvolvidos por escritórios de arquitetura com ideias para o Museu, que reunirá história do abastecimento e saneamento em São Paulo, além de ações de conscientização ambiental para preservação e valorização da água.

A intenção é que o novo Museu tenha essencialmente um foco interatividade, com experiências para o conhecimento das diversas formas da água e seus usos. O resgate da hidrografia paulista e da história do saneamento no Estado também devem fazer parte do acervo, bem como a urgência de preservação, num cenário mundial de escassez e agressões a mananciais.

O Museu é uma iniciativa da Associação de Engenheiros da Sabesp (AESabesp) e será instalado num imóvel ainda utilizado pela Companhia de Saneamento e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Sabesp.

Localizado ao lado do Mac Ibirapuera (antigo Detran), o imóvel já abrigou a antiga Repartição de Águas e Esgotos de São Paulo, departamento que antecedeu à Sabesp, criada na década de 1970.

Com tijolinhos à vista e inscrições que indicam a construção em 1929, a charmosa edificação histórica foi tombada como patrimônio histórico em 2014, dentro do complexo que compreende o Instituto Biológico, Pavilhão 9 de Julho (prédio sede do MAC e antigo Detran). O futuro, aliás, deverá destacar e valorizar essa proximidade entre os espaços culturais da Vila Mariana e fomentar ações conjuntas entre os espaços.

“Vai ser um museu que traz um acervo histórico, mas também que trata muito do futuro do planeta, já que a água é essencial à vida”, comentou Viviana Borges, presidente da AESabesp.

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