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Urbanismo

Vila Mariana tem jardins de chuva

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Fagundes Filho, Uvaias, João Lourenço, Lourenço de Almeida, Baltazar da Veiga, Domingos Leme e Praça Arquimedes Silva são endereços onde a Subprefeitura de Vila Mariana já implantou os chamados Jardins de Chuva. Um outro está surgindo no cruzamento da Avenida Bosque da Saúde com a Rua Bertioga, onde há uma rotatória, atualmente.

Mas, afinal, o que é um “jardim de chuva”? Segundo a Secretaria Municipal das Subprefeituras, são “áreas verdes inovadoras, que somam a beleza de folhas e flores à funcionalidade de captação de águas pluviais.”

Ou seja, a ideia é simples: transformar o concreto que leva a enxurrada, nos dias de chuva, em uma área não só permeável, que absorva parte desse volume, mas também bonita e benéfica para o meio urbano.

Além das funções em infraestrutura verde, essas modalidades ampliam as possibilidades de bem-estar, lazer, permeabilidade e biodiversidade urbana, enquanto auxiliam no escoamento da água da chuva. Os jardins filtram a água para uma rede de drenagem subterrânea e evitam o acúmulo na superfície. Este é o objetivo da SMSUB, que já implantou mais de 200 unidades, desde 2017, por meio das Subprefeituras.

Na Vila Mariana, em geral, são áreas bem pequenas, entre 4 e 12 metros quadrados apenas, mas que soados já atingem mais de 230m2.

“A implantação de áreas verdes é muito importante para diminuir a aridez da cidade, com a utilização de plantas e flores. Porém mais do que isso, os jardins de chuva têm como diferencial a capacidade de drenar a água que até então ficava acumulada no asfalto. É mais uma medida para diminuir os pontos de alagamentos”, afirma Alexandre Modonezi, secretário municipal das Subprefeituras.

Outros bairros

Pelo restante da cidade, os jardins estão distribuídos nas zonas norte, sul, leste, oeste e centro. Entre os distritos contemplados estão Aricanduva, Butantã, Capela do Socorro, Cidade Tiradentes, Ipiranga, Lapa, Penha, Pinheiros, Santana/ Tucuruvi, Sé, Casa Verde/Cachoeirinha, Ermelino Matarazzo, além da Vila Mariana, que abrange os distritos de Moema e Saúde. Todas as obras foram realizadas por equipes já contratadas pelas Subprefeituras, sem contratações excepcionais.

A região central da capital foi escolhida para receber o projeto-piloto de Soluções baseadas na Natureza (SbN) e concentra a maior parte dos jardins. Só na subprefeitura da Sé, estão cerca de 60 mil m², se considerarmos também outras intervenções com a mesma função de captação de água, como as vagas verdes, biovaletas, escadarias verdes, poços de infiltração, land art e bosques de conservação urbana.

Está prevista a entrega de 400 unidades até o final de 2024. A Prefeitura tem trabalhado para conseguir financiamento internacional para ampliar a quantidade de obras desse tipo para 2 mil.

No Jabaquara, ainda não há jardins de chuva instalados, nem em Santo Amaro.

Já no Ipiranga, há jardins de chuva na Praça Arvers , Rua Dom Macário x Rua Dr. Nicolau Alberto Delfina e Av. do Cursino x Rua José Clovis de Castro.

Outra intervenção no bairro está na Rua Tito Oliani, 658 até a Rua Candida Medeiros, uma “escadaria verde”.

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2 Comentários

2 Comments

  1. Marcos Colozovski

    21 de fevereiro de 2022 at 13:01

    Excelente iniciativa, que venham mais jardins de chuva

  2. Pingback: Jardins de chuva – Monolito Nimbus

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