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Urbanismo

Vila Mariana será dominada por prédios?

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especulação imobiliária

Quem circula por Vila Clementino, Vila Mariana, Mirandópolis, Indianópolis ou outros bairros e presta atenção ao movimento de construção de novos edifícios está impressionado. Inúmeras casas antigas estão sendo demolidas para dar lugar a novos empreendimentos. Em alguns casos, vilas inteiras estão sendo destruídas. Escolas e outros estabelecimentos que funcionavam em sobrados ou imóveis térreos foram obrigados a se mudar ou mesmo a fechar as portas, por conta da pressão imobiliária.

Esse movimento aumentou depois de 2015, porque o Plano Diretor estipula que apenas em áreas próximas ao metrô podem ser construídos prédios altos – no miolo dos bairros, a altura máxima é de oito andares. Por outro lado, esses espigões não podem ter muitas vagas de garagem, para incentivar o uso do transporte público.

Nos bairros da zona sul, o resultado foi uma corrida às áreas próximas não só às estações das Linhas Azul e Verde, mais antigas, mas também nas proximidades das novíssimas estações da Linha Lilás, em Moema e na Vila Clementino.

Estimativas da própria Prefeitura indicam que só 3,5% da área urbana fica nas proximidades das linhas de metrô. Mas, essas regras podem sofrer modificação, maior liberação – ou não – das construções de prédio podem ocorrer ainda esse ano, quando está prevista a revisão do Plano Diretor Estratégico.

Participação social

A Prefeitura abriu  chamamento público para as discussões da revisão intermediária do Plano Diretor Estratégico (PDE). Até 11 de maio, entidades da sociedade civil podem se increver – ongs, universidades, cooperativas e associações de habitação e regularização fundiária, associações e conselhos de moradores, movimentos de luta pela moradia, entidades do setor empresarial, conselhos de classe, entre outros. A lista completa está no edital publicado no último dia 10 de abril no Diário Oficial.

As entidades cadastradas serão convocadas pelo Município para debater a revisão do PDE em reuniões por teleconferência ou presenciais – dependendo do enquadramento da cidade no Plano São Paulo durante a pandemia do novo coronavírus. Para a realização de encontros presenciais, os protocolos sanitários serão rigorosamente cumpridos. As reuniões serão organizadas conforme aspectos territoriais, por segmentos ou por definição temática, e poderão ocorrer ao longo dos meses de maio a julho de 2021, podendo ser prorrogadas até o fim de agosto de 2021.

No ato do cadastramento, as entidades deverão informar os temas de interesse na revisão. As reuniões com a sociedade civil organizada se darão em torno de cinco eixos temáticos: Instrumentos de Política Urbana, Habitação, Meio Ambiente, Mobilidade Urbana e Desenvolvimento Econômico e Social.

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