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Saúde

Vila Clementino tem ambulatório para atendimento de pessoas trans e intersexo

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O Núcleo TransUnifesp (NTU), localizado na Vila Clementino, agora é um órgão complementar da da universidade. Criado em 2016, o Núcleo de Estudos, Pesquisa, Extensão e Assistência à Pessoa Trans Professor Roberto Farina viabiliza cuidados em saúde e promoção de cidadania a pessoas trans e intersexo, através de atividades de ensino, pesquisa, extensão e assistência.

“Como órgão complementar, o NTU ampliará suas atividades acadêmico-assistenciais de estágio para estudantes da graduação, de articulação de projetos multisaberes e intercampi, além da abertura do atendimento ambulatorial para adolescentes e suas famílias vivenciando variabilidades de gênero”, explica o pró-reitor adjunto de Extensão e Cultura da Unifesp e coordenador do NTU, Magnus Dias da Silva.

Idealizado por estudantes, docentes, pesquisadores e servidores da Unifesp, além de ativistas trans, o NTU conta já há três anos e meio de um ambulatório, serviço elaborado com representação de movimentos sociais como a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), o Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT) e serviços parceiros como o Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais (ASITT) do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), entre outras instituições e movimentos da população LGBTQIA+.

Além das atividades acadêmicas na Unifesp, produção de conhecimento e pesquisas científicas, o NTU atua em assistência à saúde de pessoas trans através de um ambulatório do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nele, é possível receber atendimento clínico individual e em grupo, com especialistas em endocrinologia, enfermagem, fonoaudiologia, ginecologia, psicologia, psiquiatria e urologia, e encaminhamento para procedimentos cirúrgicos disponíveis, vaginoplastia e mamoplastia masculinizadora, através de fila única organizada pelo ASITT/CRT.

Como ser atendido

O Ambulatório do NTu atende apenas maiores de 18 anos; que sejam usuários do SUS, encaminhadas (os) via Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (CROSS) por outros serviços públicos de saúde como Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Também há encaminhamentos de pacientes inicialmente atendidos no Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais (Ambulatório TT) do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP (CRT), localizado na Rua Santa Cruz, 81, também na Vila Mariana.

Depois de procurar apoio inicial nas UBS ou no CRT/DST Aids e apresentar suas demandas, o interessado deve aguardar o sistema CROSS agendar seu atendimento no Núcleo TransUnifesp

A entrevista de acolhimento será na sede do NTu, à Rua Napoleão de Barros, 859. Vila Clementino (Metrô Hospital São Paulo ou Santa Cruz).

“O Núcleo TransUnifesp é um exemplo de que é possível olhar para uma pessoa como um ser integral. Eu, como homem trans e profissional de saúde que atua numa equipe interdisciplinar (NASF-AB) na atenção básica, o vejo como uma escola por onde todos os profissionais de saúde deveriam passar. As discussões dos casos de cada pessoa atendida traz um olhar mais humano, que faz do acompanhamento clínico um cuidado que vai para além de medicar – destrói preconceitos e faz todos se sentirem importantes e parte de uma sociedade que está em constante mudança”, relata o profissional em Educação Física Denny Tavares.

Com a elevação a órgão complementar, o núcleo pretende ampliar o atendimento, garantindo a fixação de profissionais de saúde no ambulatório, além de preservar a gestão e conselho próprio dentro de seus princípios de união entre a academia e o ativismo e representar a Unifesp nas parcerias com instituições externas e na construção de políticas públicas e promoção de cidadania LGBTQIA+ (Secretarias de Saúde e Direitos Humanos).

Mais informações podem ser obtidas no site do NTU: bit.ly/3oBlMuu.

Com informações da Unifesp/Tamires Tavares

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