Jornal São Paulo Zona Sul

Vacina contra sarampo continua disponível em unidades de saúde

Ainda não se protegeu contra o sarampo? Ou deixou de vacinar as crianças durante a Campanha promovida nas Unidades Básicas de Saúde? Embora a ação concentrada tenha terminado no último sábado, vale ressaltar que é possível se vacinar durante o ano todo. Quem não tem certeza se já se vacinou no passado, pode buscar a imunização, gratuitamente, a qualquer tempo.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e continuará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a vacinação de rotina e atualização do esquema vacinal.

A recomendação é que pessoas de 1 a 29 anos de idade devem ter duas doses comprovadas da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Quem tem entre 30 a 59 anos precisa receber pelo menos uma dose da vacina tríplice viral. Vale destacar que São Paulo é a cidade com maior número de casos no país, já foram registrados casos fatais da doença e que uma só pessoa com o sarampo pode transmitir o vírus para cerca de 18 outras pessoas.

Durante a campanha, a cobertura vacinal de crianças de 6 a 11 meses chegou a 66,21% com 56.071 doses aplicadas. Entre os paulistanos de 15 a 29 anos a cobertura chegou a 42,5% com 1.237.458 doses. Estas são as duas faixas da população com maior número de casos registrados. O número de casos confirmados até o momento é de 1.637 no município.

A secretaria segue com as ações de bloqueio quando há notificação de casos suspeitos de sarampo. As ações têm objetivo de interromper a transmissão da doença, independentemente da confirmação do diagnóstico. Os bloqueios são desencadeados na residência do paciente com suspeita da doença, bem como em locais frequentados por ele, como escola ou local de trabalho. Neste ano, já foram realizadas mais de 9,7 mil ações do tipo em toda a cidade.
Brasil

Dos quase 3 mil casos de sarampo já confirmados no país, quatro resultaram e mortes, decorrentes da complicação do quadro de saúde dos pacientes, três em São Paulo e um em Pernambuco. Mais triste: três dos mortos tinham menos de 1 ano de idade.

Os casos confirmados estão concentrados em 13 estados, sendo a maioria, 98,37%, no estado de São Paulo (2.708)
O Ministério da Saúde avalia que tendência de estabilização no número de casos no país, mas ressalva que ainda é cedo para afirmar que tem uma queda.

Vacinas em queda

Levantamento feito pelo Ministério da Saúde com informações acessadas na base do DataSus mostram que a BCG foi a única vacina a alcançar a cobertura vacinal pretendida nos anos de 2017 e 2018.

Para as imunizações BCG e Rotavírus, a meta era vacinar mais de 90% do público alvo, e, para as demais, superar os 95%. A vacina de hepatite B, que também deve ser tomada ao nascer, atingiu 84,7% em 2017 e 85,7% em 2018. Meningococo C, pentavalente e pneumocócica foram outras que ficaram perto dos 85% em 2018.

Um dos casos que mais chama atenção é da vacina de poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, que atingiu 100% de imunização em 2013 e caiu para menos de 90% desde 2016.

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