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Cultura

Sítio da Ressaca resgata memória afro no Jabaquara

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O dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro. A comemoração é uma ação afirmativa de promoção da igualdade racial e uma referência para a população afrodescendente dedicada à reflexão sobre as consequências do racismo e sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Os municípios têm autonomia para decidir transformar a data em feriado – e mais de 700 deles já oficializaram, em todo o país.
A data marca a morte líder Zumbi dos Palmares, que lutou pela libertação dos negros escravizados durante o período colonial no País, em um quilombo localizado em Alagoas.
Mas, na época da escravidão, houve vários outros quilombos espalhados pelo país – inclusive na zona sul paulistana.
Na Vila Mariana, estudos indicam que houve um pequeno quilombo na região da Rua Rodrigues Alvez, ainda no século XVI.
Já no Jabaquara, o refúgio dos homens que tentavam escapar da escravidão ficava no bairro hoje conhecido como Sítio da Ressaca.
Ali, aliás, está uma casa de taipa de pilão, tombada como patrimônio histórico da cidade, e que pode ter servido de refúgio aos escravos. Os estudos não são conclusivos, mas o fato é que a casa pode ter abrigado o Vigário Albernaz, um homem branco que teria liderado um grupo de escravos e que se apresentava como religioso, embora pesquisas indiquem que não tinha ligações com a Igreja.
Na verdade, seria um homem violento, segundo relatos. A casa do Sítio da Ressaca, por conta disso, tornou-se um símbolo da cultura negra e afrodescendente em São Paulo.
Até mesmo o Centro Cultural construído na década de 1980, ao lado dela, tornou-se Acervo da Memória Afro Brasileiro. Lá, a biblioteca Paulo Duarte conta com acervo especial, temático sobre cultura afrobrasileira.
A casa
Vale conhecer a Casa do Sítio da Ressaca, no Jabaquara que foi construída, provavelmente, em 1719, ano inscrito na verga de sua porta principal.
Algumas de suas telhas são ainda originais e trazem inscrições do século XVIII, como a data de fabricação e o nome do oleiro. As portas e batentes, em canela preta, também são originais.
O imóvel tem algumas peculiaridades em relação aos demais exemplares de casas bandeiristas existentes na cidade: a assimetria de sua planta, um único alpendre não centralizado na fachada principal e o telhado de duas águas. Seu último proprietário foi Antonio Cantarella, responsável pelo loteamento na região do Jabaquara
Infelizmente, na atualidade, a cada não conta com nenhuma exposição especial.
Fica na Rua Nadra Raffoul Mokodsi, 3 – Jabaquara. TelefoneL 5011 7233. Está aberta de terça a domingo, das 9h às 17h. Entrada franca.

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