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Sete dicas para cuidar do lixo

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Prestar atenção aos resíduos que geramos diariamente muda o mundo. A frase pode parecer forte, mas a verdade é que o excesso de lixo no planeta representa destruição de recursos naturais, proliferação de doenças e até provoca o surgimento de novas pandemias. Sem falar no excesso de espaço ocupado por todos esses resíduos. Não é possível “jogar fora”, porque não existe “fora”, tudo precisa ser absorvido ou transformado.

Se toda a questão abrange diversos níveis de complexidade, cuidar de cada resíduo que geramos no cotidiano pode ser simples. Bastam alguns cuidados para contribuir de maneira eficaz para preservação de uma cidade limpa, bonita, mais saudável e que desperdiça até menos recursos financeiros com serviços de conservação.

1. Evite gerar lixo

O melhor resíduo é aquele que não é gerado.

Obviamente, não há como se impedir a geração de resíduos. Precisamos comer, nos vestir, ter acesso a bens e serviços que garantem conforto, ler, estudar, ter diversões… E tudo isso gera resíduos, tanto no processo de produção, quanto no transporte, pontos de venda e, finalmente, consumo.

Mas, há alguns excessos e erros que podemos evitar, como a compra de alimentos que serão desperdiçados, o excesso de embalagens, ou mesmo o descarte de itens que podem ser reaproveitados.

Passe a prestar atenção no que vai para o lixo em sua casa e, dessa forma, tente reduzir a quantidade. Doe o que for possível, reaproveite – alimentos ou mesmo um potinho que veio como embalagem de um produto comprado.

Recuse o que não é necessário – bandejinhas de isopor, sacolinhas descartáveis de plástico ou papel, brindes inúteis ou de uso temporário.

2. Separe os recicláveis

Vieram itens de material reciclável em suas compras? Papelão e papel, latas de alumínio e ferro, garrafas pet e todo tipo de embalagem plástica, vidros… Separe e entregue para a coleta seletiva.

Mantenha uma lixeira para o lixo comum e outra para recicláveis, ambas fechadas.

Nas zonas sul e leste paulistanas, tanto a coleta domiciliar tradicional quanto a coleta seletiva são realizadas pela concessionária Ecourbis Ambiental, em datas e horários diferentes.  Para saber com precisão a data e o horário em que esses serviços são prestados em sua rua, acesse: www.ecourbis.com.br/coleta/index.html.

3. Leve com você

Saiu de casa? Leve na bolsa ou no carro um recipiente para guardar bitucas de cigarro, pequenos papéis, latinha de refrigerante, enfim, qualquer resíduo que gerar.

Se encontrar papeleiras ou lixeiras pela rua, deposite seus resíduos apenas se não estiver cheia – não coloque naquelas “transbordando”. Mas pense que o ideal é levar para casa – é um resíduo que você gerou.

Se for de alumínio, papel limpo, plástico ou vidro, coloque junto a outros materiais recicláveis e se for rejeito no lixo comum.  E aquela lógica sobre o não desperdício também deve ser levada para onde for: em restaurantes, por exemplo, não pegue mais comida do que é capaz de ingerir e evite os descartáveis.

4. Respeite o coletor

Um copo de vidro quebrou e pode ser reciclado?

O ideal é colocar os cacos dentro de um pote plástico, uma garrafa pet ou embalar bem em jornais para evitar que esse material cause riscos para coletores ou catadores de recicláveis.

O mesmo cuidado deve ser adotado também para materiais não recicláveis e perigosos, como espetos de churrasco, por exemplo.

Já itens de saúde, como seringas usadas, podem ser levados às farmácias ou descartados na própria clínica em quem foram aplicados. A coleta especial de resíduos de saúde também é realizada, nos estabelecimentos cadastrados, pela Ecourbis que, posteriormente, fará o tratamento correto para desinfeção desse material e incineração dos resíduos.

Outra dica importante: não buzine para caminhões de lixo e respeite o horário: os coletores de lixo fazem um trabalho essencial a todos nós e à cidade.

5. Embale corretamente

Outra forma de respeitar o coletor e também a própria urbanidade é o acondicionamento correto do lixo – tanto reciclável quanto comum.

Para os recicláveis, tenha o cuidado de enxaguar e retirar restos de alimento que podem tornar o trabalho das cooperativas de catadores, no processo de triagem, mais desagradável.

Pode juntar todos os recicláveis em uma única embalagem – o material será triado depois por processos automáticos nas Centrais Mecanizadas ou por pessoas que atuam nas cooperativas de catadores.

Cuidado para não misturar materiais não recicláveis, pois eles podem contaminar e comprometer a reciclagem de todos os itens. Uma latinha de alumínio com cinzas de cigarro, por exemplo, ou um item gorduroso nos papeis podem impedir a reciclagem dos itens.

Para o lixo comum, não despeje líquidos ou alimentos muito encharcados diretamente no saco de lixo. Uma dica é “peneirar” sobras de ensopados ou molhos.

Mas, atenção: não jogue óleo ou comidas muito gordurosas diretamente na pia. A tubulação de sua própria casa e também da cidade pode ficar comprometida. Forma-se uma crosta que provoca entupimentos e traz diversos transtornos e alto custo de manutenção – até o trânsito é prejudicado pela interdição para manutenções.

O óleo usado em frituras pode ser separado em garrafas pet e entregue em pontos especiais de coleta. Algumas empresas de venda de gás de botijão também fazem a coleta e posterior encaminhamento correto.

No site oleosustentavel.org.br, além de informações sobre o ciclo do óleo você também pode encontrar os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) não só da capital mas em todo o Estado de São Paulo. São mais de 8000 endereços.

Importante também não exagerar no peso de cada saco – não só por facilitar o trabalho do coletor, mas também porque essa embalagem muito volumosa pode arrebentar.

Evite usar caixas que arrebentam em caso de excesso de peso ou chuva, sacos muito frágeis que podem se arrebentar também pela ação de animais.

6. Atenção a horário e clima

Outra dica essencial é ficar atento o horário da passagem do caminhão e ao clima nas datas de coleta.

Na cidade de São Paulo é permitido colocar os sacos de lixo na calçada somente duas horas antes de o caminhão passar. Desta forma evita-se que, em dias de chuva, o lixo seja arrastado para os bueiros provocando enchentes.

O lixo também pode se espalhar pela ação de animais que rasgam os sacos em busca de alimento ou de pessoas em busca de material reciclável.

7. Seja responsável

A responsabilidade pela destinação correta dos resíduos é compartilhada: empresas e indústrias que produzem aquilo que se transformará em resíduo, poder público que faz a limpeza e coleta das vias públicas e, claro, cidadão.

Então, a responsabilidade de cada munícipe é de estar sempre atento a cada resíduo que gera, separar os recicláveis, acondicionar o lixo corretamente e dar destino certo a cada tipo de resíduo.

Lembre-se que, além do lixo comum e dos recicláveis, há alguns tipos especiais de resíduos que devem ser encaminhados pro lugar certo. Há ecopontos para receber entulho, operações Cata-Bagulho para coleta de móveis, colchões, pneus e outros objetos sem uso, além de entidades que coletam lixo eletrônico.

Alguns aparelhos, como celulares, televisores, máquinas de lavar e outros eletrônicos, assim como lâmpadas e pneus, devem ser recolhidos e ter destinação correta pela própria indústria que os produziu. Em caso de dúvidas, portanto, entre em contato com esse fabricante.

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