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Trânsito

Sem ciclovias de lazer, ciclistas ocupam ciclofaixas

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A Fase Vermelha voltou e talvez haja relaxamento de algumas restrições ao comércio nos próximos dias. Mas, por enquanto, parques municipais, cinemas, clubes, espaços de lazer estão todos fechados. Até o final de março, uma das únicas opções de lazer ao ar livre na cidade eram as ciclofaixas de lazer montadas aos domingos e feriados em vários corredores urbanos e operadas pela Uber.

Com a entrada da fase Emergencial no Estado e aumento das restrições à circulação de pessoas, a Prefeitura anunciou que as ciclofaixas de lazer seriam interrompidas por tempo indeterminado.

Não é possível dizer que a medida não trouxe redução de circulação. Efetivamente, as ciclofaixas de lazer atraem dezenas de participantes de todas as idades às ruas. Mas, ao mesmo tempo, também é fato que muitos ciclistas passaram a usar as ciclovias fixas para a prática de atividade física e lazer aos domingos, mesmo sem a estrutura de segurança que as ciclofaixas de lazer traziam.

Para a Federação Paulista de Ciclismo, o grande volume de pessoas deixou claro também que a ativação das ciclofaixas é necessária, pois permite a organização do processo e evita inúmeros acidentes. Com a falta de um lugar especifico, corredores,  caminhantes, carros (especialmente onde não há ciclovias) e bikes acabam dividindo espaço, aumentando o risco de contaminação e acidentes.

A Federação Paulista de Ciclismo apoia a reativação das ciclofaixas. “O mundo inteiro indica a prática do ato de pedalar para qualquer situação. É muito importante a bicicleta, e a falta da ciclofaixa temporária causa maior tumulto, pois acaba a organização e coloca em risco as pessoas. Temos de pensar na segurança de todos e isso deve vir em primeiro lugar, sempre levando em conta que os protocolos de segurança, como usar máscara e evitar aglomeração, devam ser respeitados”, destaca José Claudio dos Santos, presidente da Federação Paulista de Ciclismo.

Para a entidade, outro ponto importante diz respeito ao impacto econômico que a proibição acarreta.  Afinal, são cerca de 800 colaboradores (bandeirinhas, motorista e apoio ao trânsito) que, nos finais de semana sem ciclofaixa, perderam a ajuda de custo. A entidade ainda alega que desafiar o trânsito para pedalar sem o apoio desses colaboradores é ainda mais arriscado.

“Queremos apenas que os governantes percebam a importância das ciclofaixas de lazer temporárias, pois são importantes em um momento complicado e que exige bastante compreensão de todos”, encerra o presidente da FPCiclismo.

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