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São Paulo pode enfrentar nova crise hídrica em 2021

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Mesmo com as intensas chuvas registradas nos últimos dias, a cidade de São Paulo pode enfrentar nova crise hídrica em 2021. Os níveis dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo estão baixos e um dos que fornecem água para a zona sul paulistana, o sistema Cantareira, está com pouco mais de 30% de sua capacidade – índice comparável a dezembro de 2013, que antecedeu a crise hídrica de 2014-2016. Em entrevista ao Jornal da USP, recentemente, o professor Pedro Luiz Côrtes, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP apontou que esse sistema não se recuperou depois da crise hídrica: “Antes, sua capacidade chegava a 80%. Hoje, mesmo contando com uma fonte adicional de água e um sistema comedido de uso, ele não consegue ultrapassar os 60%”.

Isso, somado a estiagens prolongadas ocorridas no Sul do País, afeta as represas do Estado de São Paulo, resultando em perspectivas não muito otimistas para o próximo ano. “É preciso considerar que já lidamos com as consequências e que os efeitos do desmatamento da Amazônia não vão cessar. Provavelmente já ultrapassamos o ponto de equilíbrio da floresta, a partir do qual a floresta não consegue mais se recuperar da degradação sofrida. Com isso, continuaremos observando a redução dos níveis dos reservatórios e continuaremos tendo o predomínio da bandeira vermelha”, indica o professor.

Em setembro passado, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já solicitava à população que passasse a fazer uso consciente da água, por conta do período de estiagem que atingiu diversas regiões paulistas no outono/inverno e do aumento de consumo por causa da pandemia de Covid-19.

A Sabesp ainda apontou que as temperaturas elevadas podem diminuir a vazão dos mananciais e sobrecarregar os sistemas que abastecem os municípios. Embora esteja realizando ações para garantir a distribuição de água para a população, a empresa aponta que a ajuda e a colaboração de todos são imprescindíveis para evitar que o recurso falte.

Pequenas mudanças de hábitos – como fechar a torneira ao escovar os dentes ou ao lavar as louças, tomar banhos de menor tempo e não lavar calçadas com mangueiras – já ajudam a evitar o desperdício desse bem tão necessário, principalmente no período de estiagem.

A Sabesp ainda dá outras dicas de economia:

– Use vassoura e balde para lavar áreas como garagem, corredores, dentre outras – não utilize mangueiras;

– Não dê descarga à toa e não utilize o sanitário como lixeira – em apenas seis segundos de válvula acionada, cerca de 12 litros de água vão embora;

– Não use água corrente para descongelar alimentos;

– Tenha atenção sobre possíveis vazamentos – eles podem passar despercebidos e são grandes causas do desperdício.

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