Jornal São Paulo Zona Sul

Rodízio volta mais rígido na segunda, 11

“Momentos especiais como esse pedem ações mais rígidas”. A frase foi dita pelo prefeito Bruno Covas, em entrevista há pouco, ao explicar o novo sistema de rodízio de veículos que passa a valer na cidade toda a partir de segunda-feira, dia 11 de maio.

Na próxima semana, carros com placas de número final par só poderão circular em dias pares, enquanto que carros com placas de final ímpar só poderão circular em dias ímpares – valendo inclusive para os finais de semana.

O rodízio vai valer para as 24 horas e não somente nos horários de pico, como tradicionalmente.

Outra diferença com relação ao rodízio tradicional é que agora a medida vale para toda a cidade, não apenas para a chamada Zona Máxima de Restrição de Circulação, que se limitava ao centro expandido.

Ou seja, mesmo em bairros mais distantes ou periféricos a circulação fica proibida e quem desrespeitar vai ser multado.

Vale destacar que, além dos agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego, as multas podem ser automaticamente aplicadas por radares que fazem Leitura Automática de Placas e que estão espalhados por toda a cidade.

A medida foi tomada para desestimular a circulação, já que o isolamento social na cidade, medido por atividades de aparelhos celulares, vem caindo e está abaixo de 50%. Além disso, o trânsito da cidade vem aumentando, com congestionamentos em alguns pontos, e as mortes e casos confirmados de contaminação por Covid 19 também aumentam.

São Paulo já tem 4.300 mortes, somando-se os casos confirmados e suspeitos do novo coronavírus.

No início da semana, a Prefeitura tentou estabelecer bloqueios em vias da cidade, mas o resultado foi ruim. Muitos congestionamentos se formaram, impedindo profissionais de saúde de chegarem ao seu destino em tempo.

Os bloqueios eram promovidos em horário de pico, ou seja, no horário em que muitos médicos e enfermeiros, entre outros profissionais de serviços essenciais autorizados a funcionar, estavam em deslocamento para o trabalho.

Quem está liberado?

Agora, a partir de segunda, só os profissionais de saúde serão liberados do rodízio. Para conseguir se livrar das multas, será preciso enviar um email comprovando a atuação para o email isencao.covid19@prefeitura.sp.gov.br, indicando o veículo que deve ficar isento do rodízio. Pessoas que trabalham em hospitais, clínicas e outros serviços de atendimento em saúde, não só enfermeiros e médicos, portanto, podem continuar a usar carros.

Outros profissionais e veículos que já tinham liberação do rodízio no formato tradicional também continuam liberados. Já os demais trabalhadores que atuam em serviços essenciais, como supermercados, por exemplo, não estão isentos do rodízio.

Motoristas de aplicativo não estão liberados. O secretário de Transportes, Edson Caram, disse, em entrevista à tv Globo, que com a queda no movimento da cidade, os 240 mil veículos cadastrados na cidade para atuar com aplicativos, circulando em dias alternados já serão suficientes para atender à demanda.

Ainda não há detalhes sobre eventual aumento da frota de trens e ônibus. Inicialmente, a Prefeitura havia liberado o rodízio de veículos para que as pessoas que precisam trabalhar nos serviços essenciais pudessem dar preferência ao automóvel e deixar os coletivos mais vazios. Mas a Prefeitura garante que vai aumentar a frota e terá, inclusive, ônibus extras em espera.

A Prefeitura também alega que vai aumentar a fiscalização sobre estabelecimentos que descumprem a quarentena e aplicar multas que podem chegar a R$ 276 mil reais, além de determinar o fechamento imediato do local. Também haverá multas aos estabelecimentos que deixarem clientes entrarem sem uso de máscaras – isso no caso daqueles autorizados a funcionar. Limite de clientes também deverá ser observado, assim como abertura entre 6h e 7h da manhã exclusiva para idosos.

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