Jornal São Paulo Zona Sul

Restaurantes e bares podem reabrir à noite a partir dessa quinta, 6/8

O Governo do Estado liberou restaurantes, bares, pizzarias, padarias e outros estabelecimentos do setor gastronômico a abrirem no período noturno, a partir dessa quinta-feira, 6 de agosto. Assim, a celebração do Dia dos Pais poderá ser um jantar em família, fora de casa.

Nenhum estabelecimento, entretanto, poderá abrir mais do que seis horas diárias no total – é possível, por exemplo, abrir das 12h às 15h e depois das 18h às 21h. E o fechamento não pode passar das 22h.

Assim, pizzarias, por exemplo, que costumam abrir apenas no período noturno, poderão funcionar das 16h às 22h, se desejarem, mas não podem fechar depois desse horário com atendimento presencial. Delivery e retirada continuam iberados nos demais horários.

Também será necessário haver distanciamento entre as mesas e ocupação máxima de 40% do total de lugares. Não pode haver atendimento em pé, nem em balcão – todos os clientes devem ocupar lugares sentados.

“A vigilância sanitária do município nunca viu qualquer tipo de problema na abertura de bares e restaurantes até às 22h. Tanto que o protocolo assinado entre a Prefeitura e o setor não vai precisar ser refeito pois ele já previa o atendimento até as 22h”, afirmou o prefeito Bruno Covas, deixando claro que os estabelecimentos da capital não estavam abrindo por causa da determinação do Governo do Estado.

Durante entrevista coletiva, a secretária do Desenvolvimento Econômico do Estado ainda orientou que os estabelecimentos trabalhem com o sistema de reserva de lugares por horário, para evitar aglomerações e dificuldade no atendimento.

Outra orientação, vinda do Coordenador Executivo do Comitê de Contingência, João Gabbardo, foi a de que idosos e pessoas com outras doenças não frequentem esses espaços e se mantenham em isolamento social.
A liberação ainda é válida apenas para cidades que, como a capital, estejam na fase amarela por mais de 14 dias.

Mesas na calçada

Embora a notícia tenha sido muito aguardada por comerciantes do setor, vários ainda reclamaram de uma das determinações: a Prefeitura não vai liberar a ocupação de mesas nas calçadas.
Os proprietários de bares e restaurantes alegam que além de a área externa ser mais arejada, há outros motivos que tornam a restrição sem lógica.

“Com as mesinhas externas, fica mais fácil ter número de lugares suficientes para atender a clientela, com espaçamento”, diz o proprietário de um bar na região da Vila Mariana.

“O prefeito alega que a ocupação das calçadas foge ao controle dos proprietários, mas na verdade quando temos mesas é que o controle é maior”, diz outra comerciante da Vila Clementino.

A Prefeitura vai implantar um projeto alternativo, em caráter de experiência, na região central da cidade para criar parklets que representem a expansão do atendimento do público na área externa aos restaurantes.

Diferente do modelo anterior, a expectativa é que os novos parklets possam ser como uma praça de alimentação, não necessariamente ligados a um ou outro estabelecimentos, mas possam ser uma área a ser usada por todos daquele quarteirão.

Mas, os comerciantes se queixam de que, na prática, entre o período de implantação, experiência, novos projetos para outros bairros e implantação deve demorar ao menos quatro meses, dificultando o planejamento. “Sem falar no custo de implantação, em uma fase de contenção de despesas pelos cinco meses de fechamento enfrentados”, diz outro proprietário de bar em Mirandópolis.

Efetivamente, o prefeito Bruno Covas apontou que a qualquer momento, não dando certo, o uso desses espaços pode ser desautorizado.

“Até que ele (comerciante) tenha regras claras e garantia de que com o pagamento do IPTU ele (comerciante) vai poder utilizar aquilo pelos próximos 12 meses, nós não vamos cobrar. Eles (comerciantes) estão sabendo do risco que eles correm de fazer um investimento e eventualmente, daqui a alguns dias, a vigilância sanitária entender que não deu certo e é preciso retroceder. Da mesma forma que se der certo nós vamos poder ampliar esse tipo e esse exemplo em toda cidade de São Paulo”, finalizou o prefeito Bruno Covas.

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