Jornal São Paulo Zona Sul

Reforma de área de feiras livres na Avenida José Maria Whitaker está quase concluída

Está praticamente concluída a obra de revitalização da área pública na esquina da Avenida José Maria Whitaker com a Alameda dos Guatás e Avenida Afonso Mariano Fagundes, na divisa entre Planalto Paulista e Mirandópolis, na Saúde.

O projeto custou R$ 256 mil aos cofres públicos para que fossem implantadas melhorias como canaleta para captação de águas pluviais; adaptação das calçadas e rampas de acesso para entrada e saída de veículos; instalação de piso articulado intertravado; substituição de sarjetas e guias; adequação de canteiros com grama esmeralda e instalação de orlas de separação; instalação de bancos de concreto pré-moldado; adaptação de rampas de acesso ao passeio nas faixas de pedestres e instalação de piso podotátil de alerta/direcional (para deficientes visuais).

A Subprefeitura de Vila Mariana também estava, nessa semana removendo as pichações no muro existente no local, com camadas de tinta. Mas a intenção do subprefeito Fabrício Arbex é outra. “Queremos que o local ganhe um grafitte, produzido pela própria comunidade local’, diz ele.

As obras começaram em dezembro com previsão de conclusão em 120 dias e, durante todo esse período, as barracas de feira tiveram que ser montadas no meio da avenida José Maria Whitaker, causando transtornos no trânsito local. Nem todos optaram por trabalhar durante o período mas agora, aos poucos, a situação vai se normalizando.

As feiras ainda estão acontecendo na Avenida José Maria Whitaker, mas já há feirantes ocupando o terreno para estacionar os caminhões. Alguns visitantes da feira, entretanto, estão reclamando do estacionamento de caminhões sobre as calçadas, recém-reformadas, uso dos canteiros verdes para colocar pesados caixotes e também reclamando da sujeira deixada por alguns deles durante a realização da Feira. “Não há fiscais para coibir? Para preservar a obra que nem foi totalmente finalizada ainda”, questiona um leitor.

A Subprefeitura de Vila Mariana informou que a Cosan, órgão responsável pelas feiras, vai orientar os feirantes nos próximos dias sobre o uso do espaço, especialmente nesse período após reforma.

Orgânica Noturna

Nos meses de outubro e novembro do ano passado, a área na Whitaker também recebeu – além das feiras tradicionais às terças, sextas e aos sábados – uma Feira de produtos orgânicos, diretamente do produtor.

Projeto piloto, a noturna foi organizada em formato de evento temporário para provar a aceitação da população. O sucesso pôde ser comprovado pelas queixas no momento em que a feira foi interrompida, para a realização das obras de revitalização.

A proposta é retomar o evento em março, talvez ainda em caráter experimental, mas estabelecendo a oficialização da feira, para que se torne permanente.

“Os feirantes querem saber a data para se programar na produção e a população não para de perguntar quando volta”, conta Sérgio Shigeeda, integrante do CADES (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) da Vila Mariana e participante da Horta Comunitária da Saúde.

Ele ressalta que o subprefeito Fabrício Cobra Arbex, que também preside o Cades, é favorável à Feira Noturna e está trabalhando pela retomada do evento com brevidade.

A expectativa é de que a feira orgânica noturna seja retomada na próxima quarta, 20 de março. Depois, também as feiras convencionais voltarão a ser promovidas também no espaço confinado, saindo da avenida.

Há apenas sete feiras orgânicas em funcionamento em toda a capital. Uma delas no Modelódromo do Ibirapuera aos sábados.

A Feira da Vila Mariana é a primeira em horário noturno, o que pode facilitar o acesso da população da capital aos produtos, já que pode ser visitada após o horário de trabalho.

A Prefeitura informa que, com alta da produção dos alimentos orgânicos, as feiras visam a garantir mais acesso à alimentação saudável para todos. Explica ainda que essas feiras contam com cerca de 57 permissionários ativos e são uma opção para quem deseja adquirir produtos saudáveis como legumes, verduras, vegetais, pães, laticínios, plantas alimentícias não convencionais (Pancs), brotos, itens de limpeza e higiene pessoal.

1 comentário

  • Realmente os próprios feirantes não respeitam, colocando os caminhões e caixotes. Cadê o respeito, cadê uma segurança p organizar está nova área. Cadê a sub prefeitura???

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