Transporte
Quando será concluída a Linha Ouro?
Na cerimônia de posse, novo governador prometeu concluir obras do monotrilho que ligará o Aeroporto de Congonhas à malha metroviária
O ritmo lento das obras da linha 17 – Ouro do metrô, em monotrilho, não apenas prejudicam a população que deixa de contar com esse trecho, que ligará finalmente o Aeroporto de Congonhas à malha metroviária da cidade. Em novembro, um novo aditivo foi assinado no contrato, encarecendo em 14 milhões a obra, para garantir a remoção de sujeira nos canteiros, incluindo aquelas feitas por pombos que sobrevoam e usam as estruturas em elevado para pousar…
Diferente do prometido, a linha não ficou pronta para a Copa de 2014, não ficou mais barata e nem foi mais ágil. que outras obras de metrô em subterrâneo. E não há certeza de que será entregue em 2023, quase uma década após a data inicialmente prevista.
Em seu discurso de posse, o novo governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos) mencionou a obra como uma de suas metas.
Inicialmente, o novo governador agradeceu “aos quase 13,5 milhões de paulistas que acreditaram neste projeto” e garantiu ter entendido “o recado das urnas”, prometendo governar para todos e renovar a esperança de um futuro melhor”.
Disse que vai apostar na inovação, na tecnologia “como arma poderosa para o crescimento e para a melhoria na prestação dos serviços”.
O discurso de posse não citou tantos projetos específicos, mas citou especificamente a necessidade de concluir a linha Ouro.
“Será necessária a criatividade para aumentar significativamente o investimento em universalização do saneamento básico e ainda assim, reduzir as tarifas, para concluir o rodoanel ou a linha 17, para fazer o metrô alcançar mais pessoas ou para ver ligações ferroviárias saindo do papel”.
Vale destacar que nos últimos meses, o Governo do Estado vinha anunciando estudo para outras linhas metroviárias como a Rosa, que teria estações até na Avenida Indianópolis, e linha Celeste – 20, que ligaria Guarulhos a São Paulo.
Segundo o governador, é preciso “acabar o que ficou pelo caminho”.
Ao mesmo tempo, Tarcísio evitou grandes promessas de novas obras. “Precisamos entregar as pequenas coisas, que mudam a rotina e fazem a diferença”.
E chegou a citar figuras históricas do Estado, ligadas ao partido que comandou o estado nas últimas três décadas, o PSDB. “Como dizia Franco Montoro ‘minha maior obra é o conjunto das pequenas obras’ ou Mário Covas ‘Penso que, às vezes, mais vale eliminar uma fila do que construir um viaduto’”.
Tarcísio Gomes de Freitas, 47, e Felício Ramuth, 54, tomaram posse como governador e vice-governador de São Paulo em sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na manhã do domingo (1º), no Palácio 9 de Julho, da ASsembleia Legislativa, em frente ao Parque do Ibirapuera.