Jornal São Paulo Zona Sul

Primeiro caso autóctone de sarampo é da Vila Mariana

Foi divulgado nessa quinta, 16, o primeiro caso autóctone de sarampo na capital paulista e é de um morador da Vila Mariana. A cidade não registrava casos da doença desde 2015 e este já é o oitavo este ano, embora todos os demais fossem de pessoas que viajaram a outros países: Israel, Noruega e Malta (surto no navio MSC). Há ainda outros 91 casos em investigação na cidade.

O morador da Vila Mariana é um professor universitário de 32 anos, casado e que não tem registro de viagens recentes. Ficou internado no Hospital Oswaldo Cruz, no Paraíso, mas já teve alta. A C Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Cinco dos registros não autóctenes são de Israel – todos do mesmo domicílio e adquiridos por transmissão de um dos pacientes que contraiu o vírus em Israel (caso índice). Assim, também são considerados importados conforme a classificação de casos importados que segue normatização do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, após rigorosa análise epidemiológica e laboratorial.

A Secretaria de Saúde informou que, sendo o sarampo uma doença de notificação obrigatória e imediata, sempre que são identificados casos suspeitos, a vigilância epidemiológica desencadeia ações de bloqueio vacinal para evitar o contágio. Os procedimentos para evitar a contaminação de outras pessoas são adotados assim que se identifica uma simples suspeita da doença, não aguardando a confirmação do caso de sarampo.

Medidas preventivas

As medidas de investigação e de vacinação seguem os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, que são:

* Após a notificação é feita uma investigação do caso suspeito: busca dos dados clínicos e da investigação laboratorial junto aos serviços de atendimento;

* Investigação epidemiológica: avaliação de deslocamentos do caso suspeito com intuito de desencadear medidas de prevenção;

* Orientação de isolamento social do caso pelo período máximo de transmissão;

* Bloqueio vacinal na suspeita de sarampo: vacinação seletiva e deve abranger as pessoas do mesmo domicílio do caso suspeito, vizinhos próximos, creches, as pessoas da mesma sala de aula, do mesmo quarto de alojamento ou da sala de trabalho.

* Vacinação seletiva ou seja, vacinação dos não imunizados ou com esquema de vacinação incompleto para a idade após a avaliação do comprovante de vacinação das pessoas expostas.

* Ampliação do bloqueio vacinal na presença de uma resultado positivo para sarampo, vacinação seletiva das pessoas expostas em todos os locais frequentados pelo caso suspeito, tais como: residência, escola, unidade de saúde, meio de transporte utilizado em viagens no período de transmissão da doença, etc;

* Acompanhamento de todos os expostos para detectar o aparecimento de novos casos.

Vacina

A vacina tríplice viral que protege contra a doença viral aguda (sarampo, caxumba e rubéola), é fornecida ao município pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, está disponível na rede municipal de saúde e deve ser aplicada em duas doses a partir de um ano de vida da criança até 29 anos, as pessoas de 30 a 59 anos (nascidos a partir de 1960) devem receber 1 dose.

A queda recente na adesão a campanhas de vacinação tem feito crescer o número de casos no Brasil, o que fez o país perder o certificado internacional de nação livre do sarampo.

Na cidade, de acordo com a Secretaria de Saúde, cobertura vacinal contra o sarampo, caxumba e rubéola, na população de 1 ano de idade foi de 95,66% em 2018 e atingiu os 101% no 1° quadrimestre 2019, com 56.295 doses aplicadas.

Entretanto, o fato de a cobertura ter caído no país gera riscos, já que o vírus volta a circular.

O sarampo é uma doença viral altamente transmissível e pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. O contágio acontece por meio de secreções respiratórias. Quem é exposto pode adquirir as infecções por gotículas emitidas por tosse ou espirro.

O vírus fica incubado por um período de 7 a 18 dias e pode resultar em quadros graves como pneumonia, diarreia, encefalite e até mesmo levar à morte. De acordo com o infectologista Ralcyon Teixeira, a doença geralmente se manifesta de forma mais acentuada nos primeiros dias após o contágio.

“Os principais indícios do vírus são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e aparecimento de inflamações avermelhadas na pele. Ao perceber os sintomas, o indivíduo deve procurar imediatamente atendimento médico”, alerta.

Veja mais informações e esclarecimentos sobre as principais dúvidas relacionadas ao sarampo em nosso site: www.jornalzonasul.com.br.

Idade

O sarampo é uma doença viral altamente transmissível e pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. O contágio acontece por meio de secreções respiratórias. Quem é exposto pode adquirir as infecções por gotículas emitidas por tosse ou espirro.

O vírus fica incubado por um período de 7 a 18 dias e pode resultar em quadros graves como pneumonia, diarreia, encefalite e até mesmo levar à morte. De acordo com o infectologista Ralcyon Teixeira, a doença geralmente se manifesta de forma mais acentuada nos primeiros dias após o contágio.

“Os principais indícios do vírus são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e aparecimento de inflamações avermelhadas na pele. Ao perceber os sintomas, o indivíduo deve procurar imediatamente atendimento médico”, alerta.

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba. Porém, não é recomendada para crianças menores de 6 meses, gestantes e pessoas com contraindicações médicas.

“A vacinação é a forma mais eficaz para a prevenção contra o sarampo. Por isso, é importante que pais e responsáveis levem as crianças em uma unidade básica de saúde mais próxima de sua residência”, afirma Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria da Saúde.

A região das Américas foi a primeira considerada livre do sarampo em 2016. O sarampo permanece endêmico nos demais continentes. A circulação mantida do vírus representa um risco permanente de importação.

Estado de São Paulo

O Estado de São Paulo ultrapassou a meta de vacinar 95% das crianças contra sarampo na campanha de imunização de 2018. Foram vacinadas mais de 2,1 milhão de menores na faixa de 1 a menores de 5 anos.

A circulação endêmica da doença foi interrompida no Estado no ano 2000. Casos esporádicos ocorreram eventualmente desde então, relacionados à importação do vírus de várias regiões do mundo onde o controle da doença ainda não foi atingido.

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