Jornal São Paulo Zona Sul

Prefeitura vai ampliar investimentos em zeladoria

A Prefeitura anunciou essa semana que triplicou a verba destinada aos serviços de zeladoria na capital, de 500 milhões no ano para 1,5 bilhão. A verba será destinada à limpeza urbana, com serviços de capinação, limpeza, pintura de guias, varrição, poda de árvore, tapa-buracos e reparo em galerias…

Ao mesmo tempo, foi anunciado o lançamento de um programa – Mutirão nos Bairros – que pretende concentrar e regionalizar serviços de diferentes secretarias. Encontrar alternativas para a questão dos moradores de rua, levar orientações em emprego, empreendedorismo, Direitos Humanos, Cultura, Saúde, tudo está previsto no mutirão. Até vacinação e orientações de doenças crônicas como hipertensão estão previstas. “A prefeitura não cuida apenas da cidade, mas cuida das pessoas. Essas ações serão precedidas por visitas minhas aos bairros, que em seguida vão receber ações conjuntas”, declarou Bruno Covas.

Buracos

Alguns dos buracos que surgiram nos últimos meses na cidade têm ficado semanas – ou até meses – para serem consertados. São crateras que se abriram por problemas subterrâneos, nas galerias pluviais. Essa semana, problema semelhante causou o solapamento de pista no Campo Belo, na esquina da Rua Jesuíno Maciel com Vereador José Diniz. Na Rua Joaquim de Almeida, altura do número 660, há outro buraco do mesmo tipo sinalizado por cones de trânsito há mais de quatro meses, desde o final de 2018, aguardando reparos. Isso acontecia porque as subprefeituras estavam sem equipes para reparos de galerias.

“Essa semana, foram retomados os contratos”, garantiu Alexandre Modonezi, secretário de Subprefeituras.

Moradores de rua

Um dos principais desafios da atualidade é a questão da pessoa em situação de rua. Por toda a cidade, canteiros, baixos de viadutos e praças estão ocupados por pessoas, muitas delas usuárias de drogas.

Durante os mutirões, a Assistência Social estará circulando também pelos bairros para atender e encaixar os interessados em programas sociais ou Centros de Acolhida. “São pessoas que estão ali. Se têm problemas com drogas, não é uma questão de manutenção urbana, é questão de saúde. Se querem viver nas ruas, é atendimento social, não é questão de zeladoria”, disse Modonezi.

O problema ganhou novos contornos, recentemente, por conta de denúncias de más condições em Centros Temporários de Acolhimento – os CTAs. Esses equipamentos abrigam pessoas em situação de rua e são administrados por entidades.

Recentemente, foram gravados vídeos que mostram falta de limpeza e manutenção, denúncias de comida de má qualidade etc. “Estou visitando pessoalmente os equipamentos, de madrugada, conferindo a infraestrutura”, garante o novo secretário da Assistência Social, Marcelo Del Bosco, que assumiu o cargo após as recentes denúncias. “

Estamos investindo na humanização dos CTA’s, completa, convidando a população a contribuir com sugestões ou mesmo eventuais denúncias de falhas nos serviços, através da Central 156.

Comentar

WhatsApp chat Receba as edições por WhatsApp!