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Coronavírus

Prefeitura já tem plano de vacinação

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Depois de anunciar já um cronograma inicial para aplicação de vacinas contra Covid 19 no Estado de São Paulo, o Governo também informou que as vacinas já começaram a ser produzidas pelo Instituto Butantan, que terá capacidade de 1 milhão de doses diárias. Os anúncios foram feitos antes mesmo de o próprio Instituto finalizar a fase 3 de testes e encaminhar os resultados para aprovação da Associação Nacional de Vigilância Sanitária – a Anvisa – e em meio a uma guerra política entre o governador João Doria e o presidente Jair Bolsonaro.

Mas, ao mesmo tempo, a Anvisa admite que poderá ser aprovada alguma vacina que tenha certificação internacional e que licenças emergenciais poderão ser concedidas, por conta da pandemia. Paralelamente, os índices de infecção e mortes pelo novo coronavírus voltaram a subir em quase todo o país e na cidade de São Paulo a ocupação de leitos hospitalares regulares ou de UTI apresenta níveis preocupantes.

Nesse cenário, que mescla a urgência de decisões em saúde pública, a polêmica política e a necessidade de recuperação econômic, a Prefeitura anunciou que o plano de vacinação contra a covid-19 está estruturado e seguirá a programação do plano estadual, com início previsto para 25 de janeiro de 2021.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que o município utilizará todas as suas 468 Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a vacinação contra a covid-19 e disponibilizará em torno de 150 postos satélites pela cidade A vacinação será em duas doses com intervalo de 21 dias entre uma e outra.

Vale lembrar, ainda, que o governador João Doria fez questão de frisar que qualquer brasileiro que estiver em São Paulo poderá ser vacinado, o que pode gerar uma movimentação de pessoas de outros estados para a capital e outras cidades, em busca da imunização contra a covid.

De acordo com a Prefeitura, a partir da liberação da vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o primeiro grupo a ser vacinado é o de profissionais da Saúde, juntamente com as populações indígena e quilombola. Neste grupo, a primeira dose será aplicada a partir de 25 de janeiro e segunda dose, a partir de 15 de fevereiro.

A vacinação será dividida por faixas etárias, na sequência dos profissionais de saúde e quilombolas. Inicialmente, serão imunizadas as pessoas maiores de 75 anos, que terão a primeira dose aplicada a partir de 8 de fevereiro e a segunda a partir de 1º de março.

Depois, pessoas entre 70 e 74 anos receberão a primeira dose em 15 de fevereiro e a segunda em 1 de março. Quem tem entre 65 e 69 anos receberá uma dose em 22 de fevereiro e outra em 15 de março.

O calendário da primeira fase será concluído com a vacinação das pessoas com idades entre 60 e 64 anos, que recebem uma dose em 1 de março e a segunda em 22 do mesmo mês.

Postos extras

Além das 468 UBS, haverá 150 postos satélites em locais estratégicos e com grande movimentação de pessoas como praças, shoppings, estações de metrô, terminais de ônibus e pontos comerciais, visando a facilitar o acesso ao público-alvo da campanha de vacinação.

Esta estratégia de postos satélites já é utilizada nas campanhas de vacinação da SMS ao longo dos anos. Os locais são definidos pelas Coordenadorias Regionais de Saúde e visam o alcance do maior número de pessoas elegíveis para cada fase da vacinação.

A Prefeitura de São Paulo anunciou também que a compra de insumos (seringas e agulhas) já foi realizada, bem como a logística de transporte refrigerado da vacina já foi elaborada.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. HUMBERTO CARLOS RAMOS

    12 de dezembro de 2020 at 21:00

    Tô vendo que vão findar vendendo toda produção e deixar a massa a ver navios

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