Jornal São Paulo Zona Sul

Prefeito participou de reabertura da Feira de Orgânicos

Cerca de 20 expositores participaram da primeira noite de Feira Orgânica essa semana na área livre da Avenida José Maria Whitaker. A feira retornou ao espaço após as obras de revitalização no local, que custaram R$ 250 mil à Prefeitura, e será promovida todas as quartas, das 17h às 21h. As demais feiras livres comuns, às terças, sextas e sábados, também voltam a ser promovidas no local.

O prefeito Bruno Covas foi pessoalmente conferir a conclusão dos trabalhos, bem como a Secretaria do Desenvolvimento e Trabalho, Aline Cardoso, e os vereadores Mario Covas Neto e Aurelio Nomura.

O prefeito, que recentemente perdeu mais de 15 quilos de peso, disse que “precisou aprender a ser fã” de legumes, verduras e frutas. “Quem quer perder e manter o peso, precisa passar por reeducação alimentar”, comentou Covas, enquanto circulava pelas barracas.

Ele também foi abordado por populares pedindo fotos e fazendo reivindicações locais como a retirada de carcaças de veículos abandonadas pelo bairro.

A obra

A área livre existente no encontro das avenidas José Maria Whitaker, Afonso Mariano Fagundes e Alameda dos Guatás, na divisa entre Planalto Paulista e Mirandópolis, é usada para promoção de feiras livres há mais de 20 anos.

No final do ano passado, as feiras passaram a ser promovidas em plena avenida porque teve início a obra de requalificação do espaço. E a Feira Orgânica Noturna, que foi realizada apenas nos meses de outubro e novembro em caráter experimental, foi temporariamente suspensa até essa quarta, 20, quando foi retomada em caráter permanente.

Foram feitos reparos no asfaltamento, o passeio ganhou acessibilidade e lá também foi construído um sarjetão, para a drenagem pluvial. Além disso, foi instalada nova iluminação no lugar, que passou a ter canteiros com árvores e arbustos e uma área de convivência com novos assentos. Durante as obras, a feira era realizada na própria avenida.

Há críticas, também, no entanto, de moradores e frequentadores, especialmente sobre falta de banheiros no local, sobre não ter havido recapeamento total do asfalto local, continuidade do uso de parte do espaço como estacionamento. E alguns relatam também temor sobre a ocupação futura de uma pequena praça montada no local, com bancos e canteiros.

A vizinhança teme o despejo de lixo e resíduos por feirantes e visitantes das feiras, estacionamento dos caminhões sobre as áreas rebaixadas e colocação dos caixotes e montagem das barracas sobre os canteiros.

A Subprefeitura de Vila Mariana informou que as feiras livres de São Paulo não contam com banheiros e que, para tanto, os próprios feirantes precisariam se cotizar para alugar banheiros químicos, o que não foi alvo de acordo. Quanto à manutenção da área, têm sido enviados técnicos da Cosan, órgão responsável pelas feiras livres, que farão trabalho de conscientização dos feirantes para o uso correto da área.

Produtos

De acordo com Sérgio Shigeeda, um dos integrantes do Cades Vila Mariana e participante da horta comunitária da Saúde, a ideia é promover um chamamento público para que mais expositores possam se qualificar para participar da feira.

Entre os produtos vendidos, havia uma boa diversidade: caquis, avocados, morangos, ameixas, bananas, maçãs eram algumas das frutas. Entre os legumes, destaque para jilós, beringelas, batatas, cebolas de diferentes tipos, mandiocas, mandioquinha, cenoura, batata doce… E, mesmo com as recentes chuvas, havia boa diversidade de verduras, como rúcula, alface, escarola, espinafre… Tudo sem agrotóxicos, diretamente do produtor. Ovos de galinhas criadas soltas e alimentadas sem agrotóxicos também têm um estande.

A feira ainda se diferencia por oferecer alguns produtos como potes de temperos, molhos artesanais vendidos prontos, PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), farinhas produzidas também sem agrotóxicos, própolis e outros fitoterápicos, itens de limpeza biodegradáveis etc.

 

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