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Urbanismo

Por decreto, prefeito cassa licença de ambulantes que atuam no Jabaquara

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Bolsões localizados nas estações Jabaquara e Conceição eram legalizados, mas serão extintos ainda em maio.

 

Foi uma grande batalha, que levou anos para ser concluída. Vendedores ambulantes e lideranças comunitárias do Jabaquara lutaram durante muito tempo para conseguir a documentação que os permitia trabalhar regularmente, pagando taxas e trabalhando de forma organizada, seguindo regras que vão da limpeza da barraca aos produtos ali vendidos. Desde 2004, na gestão Pitta, dois grupos de ambulantes ganharam seus TPUs (Termos de Permissão de Uso) para trabalhar em barracas padronizadas e estruturadas, que foram instaladas nas proximidades das estações Jabaquara e Conceição do Metrô.Acontece que, há poucos dias, o prefeito Gilberto Kassab assinou decreto acabando com o bolsão no Jabaquara. “Há pessoas com deficiência, pessoas doentes, que dependem disso para sobreviver”, diz uma das líderes do grupo de ambulantes. Ela conta que o mesmo tipo de medida foi tomada para outros bairros da cidade e os camelôs terão ainda menos tempo de fechar suas barracas. “No Jabaquara temos um mês para sair. E fomos avisados com pouquíssima antecedência”. O jornal SP Zona Sul entrou em contato com a assessoria de imprensa do prefeito, questionando a medida, mas as respostas vieram da Subprefeitura do Jabaquara. Apesar de termos perguntado, por exemplo, se isso não representava um comprometimento na vida das famílias que dependem deste trabalho, o comunicado do órgão é pouco específico. Diz apenas que a decisão foi tomada para melhorar a acessibilidade e circulação de pedestres ao espaço público, priorizando vias de grande movimentação, tais como estações de Metrô, hospitais e calçadas. Diz ainda que a Comissão Permanente de Ambulantes do Jabaquara foi informada da medida antecipadamente.Inconformados com a decisão, os proprietários de TPUs estão lutando para reverter a medida. Na terça-feira, o deputado estadual Carlos Gianazzi promoveu uma plenária na Assembleia Legislativa que contou com a participação de ambulantes e representantes do Ministério Público. A maior esperança dos ambulantes, não só do Jabaquara mas de outros bolsões extintos pela cidade, é que o Ministério Público reverta a situação.O Jornal SP Zona Sul ainda apurou que a Subprefeitura e lideranças comunitárias intenção agora é fazer com que os ambulantes se organizem para criar um shopping popular, ou seja, alugar um galpão onde os possam montar suas barracas. Mas, os vendedores têm dúvidas se haverá clientela, já que muitas das compras são feitas por pessoas de passagem. Fica no ar a desconfiança de que, com a proibição e extinção dos bolsões, não haverá novas ocupações irregulares de ambulantes em diferentes pontos da região.

 

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