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Meio ambiente

Polícia Ambiental está investigando assassino de animais da Cidade Vargas

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Uso de um aparelho oral pode minimizar apneia obstrutiva do sono, distúrbio que provoca o ronco

“Eu sei quem é o assassino de animais na Cidade Vargas”. A frase foi dita esta semana por uma ex-moradora da Rua Santo Estácio, cujo nome vamos preservar, que relata já ter perdido seis animais por conta desta atuação macabra. A leitora diz que se mudou há anos, mas acredita que o assassino seja o mesmo, por conta dos métodos usados. Acredita-se que o assassino dava “chumbinho”, produto de venda proibida, em meio a fatias de presunto ou pedaços de carne para os animais. Além de ter perdido seus próprios animais, Ela conta ainda que presenciou, em diferentes ocasiões, a pessoa suspeita maltratando animais.

Desde que o jornal São Paulo Zona Sul noticiou com exclusividade o drama vivido por moradores da Rua Santo Estácio e outras vias próximas, a repercussão do caso foi grande. Jornais de circulação diária e equipes de tv já foram ao local para ouvir os testemunhos dos proprietários que tiveram seus animais assassinados.

Também investigadores especializados entraram no caso: agora não é mais a 97a. Delegacia de Polícia que vai levar o inquérito adiante e sim a 2a. Delegacia de Meio Ambiente. Vale lembrar que a legislação atual é bastante rígida no que diz respeito a crimes ambientais, que são inafiançáveis.

Não só a suspeita levantados pela ex-moradora, mas também relatos de fatos recentes e detalhes revelados pela comunidade que vive no bairro atualmente devem ajudar a polícia a desvendar o caso. Assim como a ex-moradora, outras proprietários de imóveis do bairro acreditam saber “com certeza” quem é o autor dos crimes. As suspeitas foram apontadas para a polícia e estão sendo investigadas. Nenhum desses moradores quer falar ou divulgar publicamente nomes ou outros fatos, por enquanto, para não atrapalhar o trabalho policial.

Chumbinho

Yung era um labrador dócil e tranquilo. Não incomodava ninguém e era um grande companheiro da família de Libânia Paiva. Um dia, ela sai para caminhar, logo pela manhã e, quando volta, percebe o cão em sua tranquila posição habitual, junto à porta de entrada. Mas, ao se aproximar, ela percebe que ele está com fezes e urina ao seu redor. Estava morto.

Libânia fica indignada em saber que ainda há estabelecimentos que, irregularmente vendem o produto. Usado no passado como forma de combater ratos, o chumbinho já foi banido porque animais e crianças morreram envenenados ao ingerir inadvertidamente o produto, A moradora faz um apelo para que a fiscalização contra a venda ilegal seja ampliada e as punições aos infratores mais rigorosas. “

“O importante é que os crimes parem de acontecer”, diz Layla Eloá, filha de Libânia, esperançosa na investigação agora liderada pela Delegacia de Meio Ambiente.

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