Jornal São Paulo Zona Sul

Planalto Paulista fica fora de projetos da CET para “tráfego calmo” na cidade

Diferente de outros bairros estritamente residenciais, o Planalto Paulista tem ruas retas e paralelas umas às outras – o que parece atrair motoristas imprudentes a abusarem da velocidade, cortarem caminhos criarem atalhos. Há mais de 10 anos, os moradores procuram implantar no bairro o chamado “traffic calming”, um projeto viário que resulta em várias medidas para inibir a circulação interna no bairro e ainda leva à redução de velocidade mesmo entre os próprios moradores.

Mas, o traffic calming do Planalto Paulista não está relacionado na recente listagem divulgada pela Companhia de Engenharia de Tráfego para projetos viários a serem implantados na cidade. Para implantar Área Calma, estão sendo estudados os bairros de São Miguel, na Zona Leste, Santana, na zona norte, Lapa, na Zona Oeste, e Sé, na zona Central.

“Já fizemos inúmeras reuniões, mas nada acontece”, relata Carlos Cruzelhes Filho, da Sociedade Amigos do Planalto Paulista.

As principais medidas de traffic calming, normalmente implementadas em vias internas de áreas ambientais, são: deslocamento do eixo das vias, bloqueio parcial de cruzamentos, implantação de ondulações, de plataformas e de almofadas “anti-velocidade”, estreitamento das vias, implantação de chicanas,de mini-rotatórias etc.

Outros projetos

Os projetos para mudanças viárias em toda a cidade estão abertos para consulta pública. São 22 no total e fazem parte do plano Vida Segura, lançado em 2019 pela com o objetivo de transformar o trânsito da capital “em um dos mais seguros do mundo”

De acordo com a Prefeitura, foram definidos a partir de auditorias de segurança viária conduzidas pela CET e pelo minucioso estudo das ocorrências de trânsito de cada região. Entre as ações de engenharia previstas estão alargamentos de calçada, implantação de travessias elevadas e criação de novas travessias semaforizadas, etc. O Plano de Segurança Viária – Vida Segura é baseado nos conceitos de Visão Zero e Sistemas Seguros, que partem da premissa de que nenhuma morte no trânsito é aceitável e que todo mundo, inclusive o poder público, deve assumir sua responsabilidade para a redução dos acidentes. A consulta picará disponível até o dia 1º de julho na internet, pelo link: bit.ly/2UWZ4Qo

Projetos

Os 22 projetos apresentados se subdividem em quatro diferentes tipos. Além das áreas Calmas, há Vida Segura, Rota Escolar Segura e Territórios Educadores.

Áreas Calmas – têm a proposta de aumentar a segurança viária em regiões onde se concentram atividades comerciais e de serviços com fluxo intenso de veículos e movimentação de pedestres, com ações de acalmamento de tráfego e readequação dos limites de velocidade.

Via Segura – prevê iniciativas como soluções semafóricas, rearranjos na geometria de pontos das vias e revitalização semafórica, de acordo com o diagnóstico de problemas verificados em cada uma delas. As iniciativas de Via Segura foram adotadas pela Prefeitura na Estrada do M’Boi Mirim e nas avenidas Celso Garcia e Carlos Caldeira Filho.

Rota Escolar Segura – têm o objetivo de aprimorar a segurança viária nos caminhos mais usados por crianças e adolescentes entre seus lares e as unidades de ensino que frequentam. O Jardim Nakamura (zona sul) foi a primeira Rota Escolar Segura implementada na cidade, a partir de maio de 2019, após o lançamento do Vida Segura.

Territórios Educadores – projeto que cria travessias seguras e lúdicas no trajeto escola-casa. A ideia é que as crianças possam interagir e aprender brincando enquanto caminham pelas calçadas.

1 comentário

  • Gostaria de saber o que estão planejando fazer na Rua Joaquim de Almeida e nas redondezas quando a escola gigantesca que está sendo construída no local ficar pronta. O caos já começou!