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Obras na Praça Juca Mulato começaram

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Há exatos dois anos, a Praça Juca Mulato foi revitalizada por uma construtora que adotou a área verde, investiu ali mais de 200 mil reais na recuperação do verde, obras de acessibilidade e iluminação. O patrocinador também prometia cuidar do espaço por 36 meses. mas no ano seguinte a Praça foi interditada e cercada por tapumes. O motivo? Uma obra muito mais antiga e de importância história teria início: a readequação da bacia dos córregos Paraguai e das Éguas, que causa enchentes constantes e históricas naquele ponto, em frente ao Tribunal de Contas do Município, na divisa dos bairros Mirandópolis, Vila Clementino, Planalto Paulista e Moema.

Até a semana passada, entretanto, as obras inicialmente previstas para terem início em março, não haviam começado. Seis meses atrás, procurada pelo São Paulo Zona Sul, a Prefeitura alegou que houve atraso no licenciamento da obra, mas que em setembro os trabalhos começariam.

Procurada novamente agora, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), informou que as intervenções na bacia do córrego Paraguai-Éguas, na Zona Sul, seriam iniciadas até o fim de setembro. Efetivamente, a CET implantou interdições viárias parciais no local no sábado passado, 26 de setembro (saiba mais clicando aqui). Mas, pouca ou nenhuma movimentação foi vista lá até essa quinta, 1 de outubro.

Segundo Siurb, os trabalhos serão iniciados pela implantação de 150m de galeria de águas pluviais na Av. Professor Ascendino Reis. Esta etapa da obra deve ser finalizada neste ano. Vencida esta fase, serão iniciadas as obras para a construção do reservatório, com prazo de construção de 17 meses. Terá capacidade de armazenamento de 110 mil m³ de água. O piscinão será fechado e, desta forma, a área verde da praça será recomposta ao final das obras.

Histórico

A obra de readequação dos córregos estava prometida há muitos anos e saiu da gaveta em 2011. Mas, embora tenha sido listada os programas de metas dos últimos prefeitos e até colocada em orçamento no início da década de 2010, nunca saiu do papel.

Em 2013, na gestão Haddad, a Prefeitura prometeu usar os recursos federais do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para finalmente executar este trabalho que acabaria com os costumeiros alagamentos não só em frente ao Tribunal de Contas do Município e nas avenidas Ascendino Reis, mas também na avenida José Maria Whitaker, na divisa dos bairros de Mirandópolis, Planalto Paulista e Moema.

Em 2014, a Prefeitura garantia que as obras seriam iniciadas naquele ano, mas novamente o projeto foi postergado.

Os Córregos

O córrego Paraguai é afluente do Córrego Uberaba, com o qual se encontra na região de Moema/Campo Belo. Nasce na região de São Judas, passa pela avenida José Maria Whitaker e segue em direção à Avenida Ibirapuera, que vem do alto do bairro de São Judas, na avenida Jabaquara, desce hoje entubado debaixo da avenida José Maria Whitaker, cruza a avenida Ibirapuera junto à avenida República do Líbano.

O córrego das Éguas, por sua vez, é afluente do Paraguai. Nasce na esquina das ruas Botucatu e Onze de Junho, na Vila Clementino, e desce pela Ascendino Reis, nas proximidades do Tribunal de Contas do Município e sob os baixos do Viaduto Onze de Junho – região que sempre sofre com alagamentos.

A bacia dos córregos Paraguai e das Éguas é exemplo de como a impermeabilização da cidade, com canalização de córregos e ocupação de várzeas, foi obra no processo de crescimento urbano.

Segundo a Siurb, toda essa região, incluindo os baixos do viaduto Onze de Junho, será beneficiada com as obras de macro e microdrenagem na bacia destes córregos.

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