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Meio ambiente

O custo ambiental de produtos novos

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Comprar artigos duráveis e consertar antigos são atitudes de consumidores conscientes

Reparar é um dos oito R’s a serem observados por quem efetivamente se preocupa em preservar o meio ambiente. Para economizar recursos naturais e reduzir a geração de lixo, o ideal é evitar o consumo desnecessário. Uma das principais formas de agir conscientemente é consertar o que se quebrou em vez de simplesmente adquirir um novo artigo. Em tempos de produção industrial crescente, não é tão simples fazer esta opção.
Quantas vezes o consumidor não se depara com orçamentos de reparo de produtos eletrônicos ou de eletrodomésticos que se equiparam ao gasto com um produto novo, com garantia de um ano? “Não vale a pena, é mais vantagem comprar outro” é frase comum de se ouvir quando um equipamento apresenta defeito. O mesmo acontece com outros artigos: roupas, calçados, móveis, utilidades domésticas… O que fazer?
O primeiro passo é refletir antes de efetuar uma compra. Não compre por impulso nem por modismo, não substitua aparelhos ainda em funcionamento ou sem realmente ter certeza de que o conserto não vale a pena.
Quando necessitar de algo novo, pesquise as marcas e qualidade do item com outros consumidores e priorize empresas que tenham preocupação ambiental – da produção ao descarte. Há até sites que registram queixas relacionadas à durabilidade dos artigos e avaliações de suas características, como desempenho, gastos com energia, funcionalidades. etc. Prefira investir um pouco mais para ter um bem durável e de empresas socialmente responsáveis, pois assim evitará a necessidade de conserto ou descarte em períodos curtos.
Outra dica que pode poupar recursos – naturais e financeiros: muitos consumidores hoje descobrem como consertar em casa seus aparelhos fazendo pesquisas e buscas na internet.
Pessoas conscientes que pensam em reparar antes de consumir também têm sempre em mente a importância de reclamar publicamente de defeitos. O registro de queixas em órgãos de proteção ao consumidor não apenas faz com que haja um consenso para resolução do caso, como serve para que a indústria ou comério tome cautela futura no processo de produção e venda, gerando uma cadeia mais sustentável, que garanta longevidade, peças de reposição e até barateamento da assistência técnica.

 

Consumidores preferem comprar novos
produtos a reparar antigos, mas custo ambiental deve ser considerado

 

PASSEIOS

 

 

 

Imenso cafezal se esconde atrás de edifício histórico

São Paulo era um grande produtor de café no início do século XX. Para controlar as pragas que ocorriam nas plantações, em 1927 surgiu o Instituto Biológico. O que muita gente não sabe é que por trás do imponente edifício histórico na Vila Mariana existe um imenso cafezal – o maior em área urbana! Para facilitar a pesquisa científica, cerca de 2500 pés de café foram plantados ali na metade da década de 1950 e 1536 deles permanecem por lá até hoje, em uma área aproximada de 10.000 metros quadrados. As espécies Mundo Novo e Catuí têm hoje um propósito muito mais didático, histórico e cultural: grupos de estudantes e interessados em geral podem ver de perto a plantação de café, sua história e outras particularidades, além de conhecer os princípios das boas práticas agrícolas. Anualmente, o Instituto promove, entre maio e junho, uma cerimônia que simboliza o início da época da colheita. No evento, é colhida uma tonelada de grãos que, após beneficiada, resulta em aproximadamente 500 kg, que são doados ao Fundo Social de Solidariedade
Cafezal do Instituto Biológico. Av. Cons. Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana – Fone: 5087.1703. A entrada é franca mas as visitas são monitoradas e precisam ser agendadas com antecedência.

 

 

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