Jornal São Paulo Zona Sul

Nove mil toneladas de resíduos foram retiradas do Rio Pinheiros em 2019

Quanto mais limpa a cidade, maior a adesão dos moradores em ações de manutenção. Especialistas já apontam, há anos, que um ambiente limpo tende a ser mantido limpo, enquanto que um local abandonado pode atrair novas ações de descaso e sujeira por parte da população.

A limpeza não só das ruas, mas também dos córregos e rios na capital paulista indicam isso. Muitos córregos se tornaram ponto de despejo de lixo comum ou entulho ao longo dos últimos anos. Sem falar na sujeira irregularmente despejada em vasos sanitários e pias, que contribui para a poluição nas águas paulistanas.
Atualmente, está em curso um programa de despoluição do Rio Pinheiros, que o Governo do Estado pretende entregar recuperado até 2022.

Para se ter uma ideia, nos doze meses do ano passado, foram retiradas de lá mais de 9,3 mil toneladas de resíduos. Entre os dias 6 de agosto e 30 de novembro, foi constatado o recorde de desassoreamento e desaterro dos últimos cinco anos, com a retirada de 132.004 m³ e 265.304 m³ de resíduos, respectivamente. Somados, os materiais correspondem a mais de 23 mil caminhões basculantes.

No programa, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), vinculada ao Governo de São Paulo, tem como uma das atribuições remover os detritos do curso d’água, além de ser responsável pelo controle de enchentes da Região Metropolitana de São Paulo, operando usinas elevatórias e barragens.

“Em geral, os materiais coletados consistem em resíduos domésticos. Eventualmente, são retirados sofás, fogões, bicicletas, colchões e chassis de motocicletas”, explica Edson Máximo Macuco, assessor da Diretoria de Geração da mpresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), “Também são removidos muitos pneus. Em 2019, foram cerca de 6 mil. São valores bastante expressivos e demonstram o compromisso de melhorarmos continuamente as condições do Rio Pinheiros”, completa.

Todo o material coletado pela EMAE, exceto pneus, é encaminhado para aterros da Prefeitura de São Paulo, por estar contaminado. Já os pneus seguem para a Subprefeitura do Campo Limpo, que os destina à reciclagem.

De acordo com Edson Máximo Macuco, os principais desafios na execução do Programa Novo Rio Pinheiros são percorrer os 25 quilômetros de extensão do curso d’água diariamente na coleta dos resíduos sólidos, com a utilização de embarcações apropriadas. “Não há um único dia sequer que não há quantidade expressiva de lixo no Pinheiros”, salienta.

O assessor da Diretoria de Geração da EMAE destaca a importância do papel dos moradores da capital para que a iniciativa atinja os objetivos propostos. “Os cidadãos são protagonistas na diminuição sensível ou até mesmo total de lixo sólido lançado no Rio Pinheiros e outros cursos d’água. Bastaria que a população descartasse o lixo em local apropriado, de preferência, separando o material reciclável, para que essas 9,3 mil toneladas de resíduos sólidos removidas em 2019 fossem reduzidas sensivelmente”, afirma.

Para conscientizar a população sobre o descarte correto do lixo, a EMAE instalou, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, uma escultura em formato de capivara, feita de sucata e preenchida com materiais do Rio Pinheiros. Só no parque são recolhidas cerca de 20 toneladas de resíduos por mês, que equivalem a cerca de quatro caminhões de 16 m³ de capacidade.

A ação itinerante, de caráter educativo, tem obras confeccionadas na própria oficina da EMAE e deve passar por outras vias públicas.

1 comentário

  • Para a despoluição do rio Pinheiros serão necessárias obras de infra estrutura mas também ações de conscientização de todos para evitar que lixo e esgoto cheguem ao rio através dos córregos.

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