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Solidariedade

Mosaico da CPTM foi produzido por Ong na Vila Mariana

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Quem passa pela novíssima estação Francisco Morato, da CPTM, nem imagina que o imenso e impactante painel da entrada, além do Mosaico “Asas da Transformação” que enfeita com primazia o corredor de passagem são obras de arte que saíram da Vila Mariana. Mais do que isso, pouca gente sabe que essas peças cheias de detalhes e beleza, que não escondem todo o trabalho envolvido em sua produção, foram resultado do empenho de pessoas que até pouco tempo não tinham muitas perspectivas e viviam pelas paulistanas.

O painel e o mosaico saíram das oficinas promovidas pela Organização Não Governamental Solidariedade Com Arte, que ocupa a Casa de Cultura Zalina Rolim, na rua Corredeira, 26 – Vila Mariana.

Sob o comando da artista plástica mosaicista Marcela Muñoz, o projeto envolve pessoas que atualmente estão em Centros Temporários de Acolhimento da Prefeitura.

Os CTAs foram criados como uma alternativa aos “albergues”. Neles, O objetivo é que essas pessoas consigam trabalho e possam se desenvolver rumo à autonomia e geração de renda.
A criação e execução do Mosaico em formato de Borboleta, que ganhou o nome de “Asas da Transformação” é um ponto alto de um trabalho que se estende já há alguns anos. Marcela Muñoz, a idealizadora, está nele há mais de 20 anos, mas foi só em 2004 que formalizou a ONG.

Ela avalia que a reinserção social de pessoas – que enfrentaram adversidades e têm passado cheio de histórias difíceis, tristes, repletas de problemas – depende de um trabalho que resgate a auto estima e ao mesmo tempo desenvolva uma rotina terapêutica, como é a criação dos mosaicos.

Marcela relata que vai visitar os CTAs e explica o projeto aos acolhidos. Depois, os interessados passam a frequentar as oficinas e, aos poucos, envolvem-se a ponto de perceber que ali não está apenas uma ocupação que pode garantir uma renda futura, mas também que permite sonhar, desenvolver suas emoções através da arte.

“Trabalhamos apenas com recursos próprios e algumas doações, além de voluntários”, explica a artista.

No mês anterior à inauguração da Estação Francisco Morato da CPTM, aliás, o envolvimento foi total. O imenso mosaico estrutural contemporâneo, com 3,5 metros de largura por 1,8 metro de altura foi todo trabalhado com pastilhas vítreas e cerâmicas, pedras brasileiras, madeiro, ferro e outros materiais. O resultado foi um mosaico de aproximadamente 140 quilos!

Criação e execução envolveram 40 pessoas, montando o mosaico todos os dias, durante um mês. A estação Francisco Morato foi inaugurada em 31 de agosto e é considerada pela CPTM como uma obra de arte.

Moderna e de arquitetura totalmente inovadora, a parada tem boulevard, praça, sistema antienchente, acessibilidade completa em seis mil metros quadrados de área construída. E conta ainda com espaço para acolhimento de mulheres vítimas de assédio nos trens. A cerimônia de inauguração foi virtual, sem a presença das autoridades. “Nossa expectativa é de que o mural terá uma inauguração própria, futuramente, quando passar a pandemia”, diz Marcela Muñoz, destacando a importância que terá um evento com a participação dos integrantes do projeto.

A execução do mosaico contou com a colaboração dos mosaicistas convidados Maria Costa, Céu Castro, Fátima Faria, Lyli Rossett, Tereza Costa e Yolanda Cortes. Os auxiliares foram Josafa Fernandes, Izabelle, Odara Toleto e Mario Gento.

O mosaico foi construído graças ao empenho dos alunos da Oficina de Capacitação e Economia Solidária da Casa Acolhimento Don Fernando, CTAs PRATES III, Anhangabaú e Núcleo Boracéia. Foram eles: Claudemir; Jorge; Leônidas; Luiz Fernando; Rodrigo ; José Roberto; Robson; André; André Abreu ; Darci do Carmo; Marcos Faria; Marcos Paulo e Marcos.

O projeto ainda contou com o apoio da Associação Viva Moema, Consórcio Telar e Pastilhas Jatobá. A Escola Paulista de Medicina/Unifesp contribuiu com insumos para proteção nesse tempo de pandemia: álcool gel, kit de higiene, ro http://instagram.com/solidariedadecomarte upas e alimentos).

As oficinas de Mosaico do Solidariedade e Arte acontecem na Casa de Cultura e Convivência Zalina Rolim, na Rua Corredeira, 26 – Vila Mariana. Também é possível acompanhar e entrar em contato pelo Instagram @solidariedade.arte

 

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