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Migração para sinal digital gera lixo

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Com o fim do sinal analógico, muitas famílias trocaram a antiga tv de tubo e as antenas parabólicas, gerando resíduos eletrônicos

O   Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina, responsável por 36% do descarte de aparelhos como celulares e computadores na região. Em 2014, o País gerou 1,4 milhão de toneladas de resíduos, de acordo com relatório da Organização das Nações Unidas.

E em 2017, o risco de aumentar a produção de lixo eletrônico fica por conta da interrupção definitiva da transmissão do sinal analógico de tv. Com a mudança, muitas famílias optaram por trocar suas antigas antenas  (comuns VHF ou parabólicas) e tvs de tubo por aparelhos mais modernos.

E o que será feito dos aparelahos antigos?  As TVs de tubo têm até quatro quilos de chumbo, substância que pode causar prejuízos ao meio ambiente.

Descartar o televisor antigo e investir em um televisor digital não é obrigatório, já que, com o conversor instalado e a antena adequada, qualquer televisor pode transmitir a programação de TV aberta por meio do sinal digital.

Assim, quem resolveu manter o aparelho antigo com o uso de um conversor ou doou a uma entidade que fará uso dele não precisa se preocupar. Mas, quem tem uma tv em estado precário de funcionamento ou guarda algum televisor inoperante em casa precisa fazer o descarte correto.

A “Seja Digital”, entidade que coordena o processo de migração do sinal analógico para digital da televisão aberta no Brasil, está coordenando o trabalho de coleta dos aparelhos analógicos, com o apoio da Associação Brasileira de Reciclagem e Inovação e das escolas técnicas do estado. Os televisores são recolhidos, desmontados e reaproveitados. Com grande quantidade de chumbo e outros materiais contaminantes, os tubos são reindustrializados.

O descarte incorrento ainda traz outros riscos.  “Quando descartados de qualquer jeito, [os televisores] podem virar foco de dengue. Se a capa está quebrada, acumula água”, explica De acordo com a gerente regional da Seja Digital em São Paulo, Cecília Zanoti, o descarte responsável é importante para a natureza e a saúde das pessoas.

A campanha é permanente e já foram recolhidos 6,5 mil televisores foram recolhidos só na região metropolitana de São Paulo.

Para saber quais as entidades fazem a coleta, os interessados devem entrar no site da Seja Digital e acessar o ícone “O que fazer com a sua TV velha”. É possível encontrar o ponto de coleta mais próximo de cada residência, por meio do Código de Endereçamento Postal (CEP). São 235 pontos, dos quais 19 são cooperativas que podem retirar os aparelhos nos endereços. Além dos televisores de tubo, também podem ser recolhidos antenas comuns, antenas parabólicas, e televisores de LCD, LED e plasma.

O desligamento do sinal analógico de TV ocorreu em 29 de março em toda a região metropolitana de São Paulo.

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