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Mesmo com crise, lixo aumenta no país

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Resíduos sólidos urbanos continuam aumentando. Em São Paulo, uma família de 4 pessoas pode gerar 2 toneladas por ano

volume de lixo produzido diariamente no país não para de crescer. Apesar da retração da economia e redução do Produto Interno Bruto em quase 4%, o total de resíduos sólidos urbanos gerados no país aumentou 1,7% em 2014 a 2015, período em que a população brasileira cresceu 0,8%. O resultado da pesquisa feita pela Abrelpe – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais.

Se, por um lado, a pesquisa mostrou que o país vem conquistando importantes avanços na gestão de resíduos sólidos, por outro aponta que há um grande caminho, ainda, para superar deficiências que podem comprometer a saúde pública e o meio ambiente.

Embora o ritmo de crescimento tenha sido menor que o verificado em anos anteriores, ainda houve maior geração do “lixo doméstico”, indicando que uma tendência que se desenvolveu na última década: o consumo valoriza o descarte quase imediato de muitas embalagens ou produtos de baixa durabilidade.

Só no Estado de São Paulo, são mais de 62 mil de toneladas de resíduos por dia, cerca de 12 mil na capital. Em média, cada paulista gera 1,4 kilo de lixo por dia, o que representa mais de meia tonelada por ano, por pessoa. Em uma casa com quatro pessoas, portanto, o volume pode ultrapassar duas toneladas por ano despejadas no planeta.

Todo o lixo produzido nas zonas Sul e Leste da cidade é corretamente encaminhado ao aterro sanitário CTL – Central de Tratamento de Resíduos Leste, construído e operado pela Ecourbis Ambiental, mas vale sempre destacar que a vida útil dele é limitada.  Os materiais recicláveis, quando disponibilizados pela população e recolhidos pelos caminhões exclusivos da coleta seletiva, são encaminhados para centrais de triagem e evitam a sobrecarga nos aterros e ampliando esta vida útil.  Não existe jogar “fora”, é importante destacar, quando se trata de um planeta habitado por todos.

Reduzir o consumo e reaproveitar embalagens são medidas essenciais para que o volume total de lixo seja menor no futuro. Depois, a reciclagem é importante, mas o consumidor deve lembrar que precisa valorizar também a compra de artigos produzidos através de processos de reciclagem.

Encaminhar produtos para a reciclagem é muito simples: basta separar itens de papel, plástico e alumínio, limpos e secos, e colocar para coleta nos dias da seletiva. Os horários estão disponiveis no site www.ecourbis.com.br, basta informar o endereço.

A pesquisa da Abrelpe mostrou que, embora o Brasil seja um dos campeões mundiais em coleta de latas de alumínio, com taxa de reciclagem praticamente absoluta, beirando os 100%, o país recicla apenas um terço dos metais que vão para o mercado quando se incluem aí as demais latas de conserva e outros itens de alumínio.

Mais da metade do papel produzido e consumido por ano no Brasil é usado para embalagens. São quase 5,5 milhões de toneladas por ano de papeis usados para embalagens que, logo após a compra, são em geral descartadas. Também é importante apontar que o papel usado para anotações ou impressões chega perto de 2,5 milhões de toneladas.

O total reciclado vem crescendo: das 10,3 milhões de toneladas consumidas, a taxa de recuperação foi de 63,4%. A recuperação de embalagens já chega a 80% do total. mas das folhas usadas para anotações e impressões, apenas 1 de cada quatro é reciclada.

O consumo de plásticos caiu, mas ainda impressiona: 7 milhões de toneladas.  A reciclagem de pet, por outro lado, caiu e atinge apenas pouco mais das embalagens disponibilizadas no mercado.

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