Siga-nos

Economia

Investimentos de renda fixa X renda variável: entenda as diferenças

Publicado

em

Investimentos de renda fixa ou variável

O mercado de investimentos não se resume apenas à rentabilidade. Na realidade, ele contempla também outros tipos de objetivos, que são a segurança e a liquidez.

Assim, o bom investidor precisa se concentrar em objetivos específicos para seus interesses e recorrer a ativos que possam facilitar essa busca.

É nessa lógica que investimentos de renda fixa e de renda variável precisam ser entendidos. Por serem de naturezas diferentes, eles oferecem meios diferentes para que o investidor alcance suas metas.

Investimentos de renda fixa

O termo renda fixa vem da forma como se dá a rentabilidade nesse tipo de aplicação. Ativos dessa classe são aqueles que apresentam comportamento previsível em relação ao retorno do investimento. Isso não quer dizer necessariamente que a rentabilidade é fixa, mas sim que os critérios para que ela aconteça são conhecidos no momento da aplicação.

Simplificando: ativos de renda fixa podem render de maneira prefixada, com os juros evoluindo de acordo com uma porcentagem definida no ato do investimento, ou então pós-fixada, o que significa que haverá um indicador ao qual será atrelada essa evolução.

Esse indicador pode ser a inflação, a taxa Selic, entre outros. É possível também que o investimento renda de maneira híbrida, quando coexistem uma porcentagem definida e um índice a ser seguido na aplicação. De qualquer forma, o investidor em renda fixa sempre sabe como se dará a rentabilidade de sua aplicação, o que a torna bastante segura.

Investimentos de renda variável

Consequentemente, a renda variável segue outra lógica. Neste caso, o investidor não tem 100% de certeza a respeito de como será a rentabilidade de seu investimento, o que abre espaço para um potencial de retorno mais significativo em relação à renda fixa. Entretanto, existe o risco maior, como o próprio nome sugere: ativos de renda variável se caracterizam por flutuações nos preços, podendo trazer retornos elevados para quem investe bem ou prejuízos para quem investe mal.

A ideia é que a renda variável ofereça mais oportunidades para o investidor interessado em faturar mais. Existem diversas formas de se atingir esse objetivo, sendo a mais comum o investimento em empresas na Bolsa de Valores.

Exemplos de ativos de renda fixa e variável

Entender a lógica por trás da renda fixa e da renda variável permite compreender o que representa cada ativo no mercado de investimentos.

O Tesouro Direto, por exemplo, oferece três modalidades de título, que são o pós-fixado, com os rendimentos atrelados à taxa Selic, o prefixado, quando eles têm uma porcentagem definida na aplicação, e o híbrido, no qual existe uma porcentagem acrescida ao IPCA, índice que mede a inflação no país.

Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) são bem parecidos, embora sejam emitidos por instituições bancárias, enquanto o Tesouro Direto é uma solução apresentada pelo governo brasileiro por meio do Tesouro Nacional.

O mercado de renda variável não se resume apenas ao comércio de ações. Existe também a compra e venda de ativos de diferentes tipos, como Fundos de Investimentos, ETFs, opções, câmbio, contratos futuros e criptomoedas.

Para quem é indicado cada tipo de investimento

No geral, cada possibilidade apresenta características próprias em termos de retorno, risco e liquidez, sendo as definições de renda fixa e variável apenas uma categorização dos ativos de acordo com sua forma de rentabilidade.

É importante saber que, assumindo que o risco é diretamente proporcional à possibilidade de retorno, o investidor precisa ter em mente que, se pretende ganhar muito, é na renda variável que ele terá maiores condições de prosperar.

Porém, nos casos em que segurança e liquidez sejam prioridades, a renda fixa costuma trazer soluções muito mais viáveis que a poupança, por exemplo, principalmente para o investidor iniciante ou o de pequeno porte.

De qualquer forma, vale a pena começar com uma análise de perfil para, somente a partir dela, escolher os ativos mais indicados para o interesse de cada pessoa. Um diferencial das corretoras de valores é oferecer essa análise para que o investidor tenha como saber se seu perfil é classificado como conservador, moderado ou arrojado.

Advertisement
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2020 Jornal São Paulo Zona Sul - Todos os Direitos Reservados