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Grupos em redes sociais: cuidado com golpes do PIX

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Que há muitos brasileiros passando fome, não há dúvidas. Há também pessoas buscando ajuda para conseguir alimentar e abrigar seus animais de estimação. Outros buscam vender e divulgar seus serviços – venda de alimentos e produtos diversos, consertos domésticos, itens usados… E é igualmente verdade que as redes sociais têm criado uma importante rede de solidariedade entre quem pode ajudar e quem precisa de algum apoio.

Mas, nesse cenário, há também os golpistas. Nas últimas semanas, aumentaram os relatos de gente que se sente enganada depois de ter prestado auxílio a que, na verdade, estava apenas buscando se aproveitar da boa fé alheia.

Afinal, como diferenciar os golpistas daqueles que realmente precisam de apoio?

Há algumas dicas importantes:

1. A localização

Grupos diversos de bairros como Vila Guarani, Vila Mariana, Mirandópolis, Chácara Inglesa e outros da zona sul paulistana  recebem um pedido desesperado: “Estou com minhas filhas e uma idosa, passando fome há doze dia. Por favor me ajudem com algum alimento”. Quando outros integrantes perguntam em que bairro a pessoa está, para que possam levar as doações, a resposta é, geralmente, algum lugar bem distante, até de outro município.

Quem quer ajudar, então, acaba oferecendo a transferência de valores para ajudar a comprar o alimento por PIX.  Ou seja, o pedido de auxílio ganha simpatia pela situação de fome, por não estar pedindo dinheiro, mas acaba sensibilizando pessoas que fazem oferta monetária.

Em uma das situações relatadas por usuários nas últimas semanas, a autora do pedido de ajuda havia publicado a mesma súplica em diversos grupos diferentes, todos muito distantes de sua localização original, em datas diferentes e sempre com texto igual, mesmo transcorridos vários dias da publicação original.

2. O perfil

Outra dica é verificar o perfil original de quem está fazendo a demanda. Há pessoas pedindo ração e que não tem uma única foto com animais. Pedindo comida para seus filhos e não há sequer uma imagem de família, o perfil tem criação recente, com poucos amigos e que não traz qualquer pedido de ajuda.

Então, a pessoa pede ajuda para estranhos, que moram em bairros distantes, mas não faz a mesma demanda em sua própria página, buscando apoio de pessoas próximas?

3. Não pague antecipado

Outro golpe comum são as ofertas de comida e serviços. Pessoas dizendo que vendem marmitas, salgadinhos, bolos, doces… As fotos parecem profissionais, o alimento apetitoso. O preço também é convidativo.

Mas, vc faz a encomenda e o produto nunca chega. Ou o contratado desmarca. Há vários relatos desses de pessoas que se negaram a pagar com antecedência e, no dia combinado para entrega, receberam alguma explicação descabida para o cancelamento – ou explicação nenhuma.

4. Peça indicações

Os grupos em redes sociais são bons justamente porque os moradores podem trocar dicas e sugestões, compartilhar avaliações.

Então, se for fazer alguma encomenda ou, mais importante ainda, se for contratar uma prestação de serviço, peça indicações. E confira também o perfil de quem está indicando, para evitar contratempos de diferentes modos.

Golpes frequentes

A criação do PIX facilitou várias negociações e processos de pagamento para empreendedores individuais, pessoas físicas etc.

No entanto, também facilitou a aplicação de golpes, com pedidos de ajuda em WhatsApp clonados, abordagens e sequestros relâmpagos de pessoas com acesso bancário pelo celular, além dessas contribuições falsas.

O Procon de São Paulo tem solicitado ao Banco Central que dificulte as operações, com medidas como a que permite somente consumidores que já tenham se cadastrado e consentido expressamente com o uso da ferramenta poderão fazer as transferências; os novos usuários só poderão começar a operar com a chave Pix após o prazo de 30 dias.

Mas, esse tipo de medida ainda não evita a prática de boa-fé por pessoas que são enganadas por falsos pedidos de ajuda.

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