Jornal São Paulo Zona Sul

Doodle do Google homenageou Dorina Nowil

Dorina Nowill Gouvea nasceu em 29 de maio e estaria completando 100 anos em 2019. Por isso, ela foi a homenageada dessa quarta pelo Google com seu “doodle”. Para quem não conhece, o doodle é uma espécie de rascunho, um desenho que substitui o logotipo do maior buscador da internet em ocasiões especiais.

Os desenhos prestam homenagens a acontecimentos marcantes ou pessoas importantes como artistas, cientistas, celebridades e outros transformadores da história mundial.

Dorina Nowill faleceu em agosto de 2010, quando já havia se transformado num ícone da inclusão e da educação mundiais.

Ela ficou cega aos 17 anos por conta de uma doença não diagnosticada. Em vez de se deixar abater, a jovem passou a estudar com ainda mais afinco para se tornar uma educadora. E, sentindo as carências para pessoas cegas e deficientes visuais que desejavam formação profissional, passou a lutar por melhores recursos, especialmente leitura em braille no país.

Foi assim que surgiu, em 1946, a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que viria a se transformar em Fundação Dorina Nowill. A instituição tem sede na Vila Clementino e é referência em educação e formação para pessoas com visão subnormal ou cegas.

Mais do que isso, a entidade hoje trabalha também para garantir acessibilidade para pessoas com deficiência visual, com cursos e ações para empresas em busca de adaptações para atender ao público com baixa visão ou contratá-las.

Dorina também se tornou inspiração para um personagem de Maurício de Sousa, a Dorinha.

Ela foi responsável pela criação e implantação de instituições, leis e campanhas em prol de deficientes visuais pelo seu trabalho.

Formação

Dorina se especializou em educação de cegos no Teacher´s College da Universidade de Columbia, em New York, EUA. Naquela ocasião, participou de uma reunião com a Diretoria da Kellog’s Foundation, onde expôs o problema da falta de livros em braille para cegos brasileiros e a necessidade de se conseguir uma imprensa braille para a Fundação que havia criado no Brasil.

Assim, em 1948, a Fundação para o Livro do Cego no Brasil recebeu, da Kellog’s Foundation e da American Foundation for Overseas Blind, uma imprensa braille completa, com maquinários, papel e outros materiais.

Além da educação, outra preocupação de Dorina sempre foi a prevenção da cegueira.

Para conhecer mais da história de Dorina, da Fundação ou até para saber como contribuir para a continuidade desse trabalho, visite o site www.fundacaodorina.org.br

 

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