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Descarte incorreto de resíduos causa poluição

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Qualquer tipo de resíduo, reciclável ou não, quando descartado incorretamente pode gerar poluição – do solo, da água, do ar e até mesmo sonora ou visual. E todas essas formas, por sua vez, trazem tanto danos ao meio ambiente quanto à nossa saúde.

Por isso, é essencial prestar atenção ao consumo e descarte de cada item que usamos – dos alimentos aos aparelhos eletrônicos, das embalagens ao óleo usado para fritura, dos móveis às roupas que perdem condições de uso, das fraldas e absorventes descartáveis às pilhas e baterias…

Ar poluído

O excesso de consumo traz prejuízos não apenas pela extração de matérias primas da natureza, mas também por conta da emissão de poluentes por parte das indústrias.

A poluição do ar também pode ser causada pela queima irregular – e ilegal – de lixo, resíduos diversos (sobras de folhagens, móveis velhos etc).

A agropecuária, ou seja, a criação de animais para consumo alimentar é outra fonte de emissão de poluentes no ar – por isso, reduzir o consumo de carne é importante, além de fazer bem diretamente à saúde.

E, por fim, a queima de combustíveis é um dos principais fatores de poluição atmosférica. Dar preferência ao transporte coletivo, usar mais o metrô são algumas formas de evitar a poluição do ar, como se sabe.

Mas, uma maneira inteligente de reduzir o uso de combustíveis fósseis é selecionar, sempre que possível, fornecedores locais em suas compras, o que vai favorecer o comércio de forma sustentável e ainda reduzir a necessidade de transporte de bens.

Outra reflexão essencial é sobre o descarte correto de recicláveis. Cada vez que um material que poderia ser reaproveitado é jogado no lixo comum, sendo destinado a aterros, cria-se a necessidade de produzir um novo item similar. Assim, espaço é ocupado nos aterros, novas matérias primas são usadas e mais um item é produzido causando poluição do ar.

Para encaminhamento correto dos recicláveis, basta juntar todo material limpo feito de plástico, papel, vidro ou metais em um único saco. Depois, confira o horário e data corretos da coleta. Nas zonas sul e leste da cidade, esse serviço – bem coleta de lixo comum – é prestado pela concessionária Ecourbis Ambiental.  Para conferir o horário em que as coletas são efetuadas, acesse ecourbis.com.br/coleta/index.html.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada ano, estima-se que a exposição à poluição do ar cause 7 milhões de mortes prematuras e resulte na perda de milhões de anos de vida saudáveis. Em crianças, isso pode incluir redução do crescimento e função pulmonar, infecções respiratórias e agravamento da asma. Em adultos, a cardiopatia isquêmica e o acidente vascular cerebral são as causas mais comuns de morte prematura atribuíveis à poluição atmosférica, e também estão surgindo evidências de outros efeitos, como diabetes e doenças neurodegenerativas. Isso coloca a carga de doenças atribuíveis à poluição do ar no mesmo nível de outros grandes riscos globais à saúde, como dieta inadequada e tabagismo.

Solo contaminado

Embora quando se fale em poluição a maioria das pessoas pense em contaminação do ar por gases, outro grande problema atual da humanidade vem do solo.

O uso de pesticidas, herbicidas, agrotóxicos é um dos grandes causadores da contaminação da terra por elementos que fazem mal à saúde humana e que prejudicam toda a fauna e flora do planeta.

Podemos contribuir para reduzir esse problema valorizando a alimentação natural, comprando orgânicos e cobrando de governantes uma política mais rígida no controle da agricultura praticada.

Mas, para além do uso dessas substâncias nocivas, o cidadão comum tem outro papel fundamental para cuidar do solo: não descartar incorretamente nenhum resíduo.

Por exemplo: o descarte de eletrônicos – como pilhas e baterias – no lixo comum vai contaminar o solo. Pior ainda é deixar esse material nas veiras de córregos ou em qualquer área verde.  Tintas e esmaltes, lâmpadas, idem.

Agora, não são apenas esses resíduos dotados de materiais pesados como chumbo e mercúrio que prejudicam o solo.

Qualquer quantidade de lixo doméstico descartada incorretamente vai danificar o solo. Os resíduos depositados de maneira não sanitária, ou seja, fora dos aterros controlados, vai se decompor e formar o chamado “chorume”, um líquido altamente tóxico que poluirá o solo e, inevitavelmente, comprometerá a qualidade de vida sobre a terra, contaminando animais e plantas, lençóis freáticos.

Rios e mares

E por falar em lençóis freáticos, as águas do planeta, sejam de oceanos, rios ou reservas subterrâneas, também sofrem com o descarte incorreto de resíduos e com o uso de substâncias inadequadas.

E não é só quem despeja lixo em córregos ou deixa sujeiras pela praia que está prejudicando o bem mais essencial e que garante a vida no planeta.

Qualquer bituca de cigarro jogada pelas ruas da cidade pode ser levada pela enxurrada e das galerias pluviais atingirá rios e mares.

Já se sabe que a contaminação por plásticos – e até os cigarros contém microplásticos – está colocando em risco a vida marinha e chegando de volta aos seres humanos quando consomem peixes e outros frutos do mar.

Sem falar na importância de recuperar e preservar os rios e córregos urbanos, inclusive aqueles que estão canalizados e, portanto, ficam sob as vias públicas.

Poluição visual e sonora

Não é por acaso que a lei que estabelece limites para a comunicação visual em ruas públicas é chamada de Cidade Limpa. Muitas placas, letreiros e propagandas pelas vias públicas representam poluição visual, que provoca diversos danos à saúde.

Diretamente, podemos falar em estresse e dificuldade de concentração, mas há também danos indiretos, como incentivo ao consumismo desenfreado que, por sua vez, também prejudica o meio ambiente.

Vale ainda ressaltar que o lixo depositado nas ruas fora de hora ou resíduos de qualquer natureza descartados incorretamente – como pilhas de entulho em esquinas ou colchões abandonados em beiras de córregos, praças e outras áreas públicas – também representam poluição visual, que compromete a estética da cidade e desconcentram motoristas e pedestres, para além dos males à saúde pública já mencionados.

Mas… e a poluição sonora, o que tem de relação com resíduos e lixo? Assim como a poluição visual, o excesso de ruídos provoca estresse, desconcentração e, dependendo do tipo de som pode representar estímulo ao consumo. É o que acontece com carros de propaganda sonora, alto falantes, e similares.

A poluição sonora é um crime ambiental, passível de multa e a Organização Mundial da Saúde considera uma das mais danosas à saúde humana, equiparável à contaminação do ar e da água.

Outro aspecto é que obras urbanas, que geram muitos ruídos, geram também resíduos. E como aponta a cúpula das Nações Unidas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ações de combate à pobreza, pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, entre outras, estão sempre interconectadas e fazem a diferença na qualidade de vida e na proteção do planeta.

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