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Descarte correto de resíduos protege a natureza

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Cenas de canudos encontrados nas narinas de tartarugas marinhas ou baleias com sacolinhas plásticas no estômago vêm chocando a humanidade há alguns anos. A questão do plástico nos mares e oceanos preocupa especialistas que apontam que, até 2050, pode haver mais desse material nas águas do planeta do que peixes.

Esse tipo de situação fez com que surgissem iniciativas e leis para reduzir o uso do plástico cotidianamente, em especial os objetos de “uso único”, como canudos, mexedores de café, copos e talheres descartáveis…

Aí, veio a pandemia e muitos desses itens voltaram a ser usados pela necessidade de higiene e de evitar o compartilhamento de objetos.

Embora toda iniciativa de redução do uso de descartáveis seja importante, para diminuir a geração de resíduos, há outra frente de ação fundamental: o descarte correto.

Descarte correto

Como a sacola plástica ou o canudo foram parar nos mares e oceanos? Porque foram descartados incorretamente: jogados nas ruas, esses “pequenos lixos” podem acabar nas galerias pluviais e, posteriormente, nos rios e mares.

Se esses resíduos forem reciclados, além de evitar a produção de novos plásticos, ainda evitamos que poluam águas e solo.

Pesquisas demonstram que até mesmo peixes que a população come podem estar contaminados por micro plásticos, por conta da desintegração paulatina desse material.

A medida mais efetiva, portanto, para evitar esses desastres ambientais, é descartar corretamente o plástico. Evite o consumo dos descartáveis, mas ao usá-los, separe junto aos recicláveis: embalagens, sacos e sacolinhas, canudos, tampinhas, copos… Basta juntar esse material a outros recicláveis – papel, metal e vidro – colocá-los todos em uma única embalagem e disponibilizar para coleta seletiva.

Na capital paulista, há coleta seletiva domiciliar e pontos de entrega voluntária dos recicláveis, facilitando esse processo. Nas zonas sul e leste da capital, o serviço é prestado pela concessionária Ecourbis Ambiental.

Para saber a data em que o caminhão da especial passa em sua rua, basta acessar o site ecourbis.com.br/coleta/index.html. O site informa também a data e horário em que a coleta tradicional, do lixo orgânico e rejeitos, é feita.

Ação global

A situação da poluição por plástico nos oceanos é bastante simbólica sobre a interconexão entre nossa vida cotidiana e a importância de proteção da natureza de forma global.

Mais do que isso, aponta como a destinação correta de resíduos sólidos – seja o plástico ou qualquer outro material – é essencial para que tenhamos um planeta melhor no futuro, com condições saudáveis para o ser humano.

São Paulo se tornou a primeira cidade  latino-americana a aderir à Declaração de Edimburgo. Esse documento reúne contribuições de governos locais – ou seja, de prefeituras, governos estaduais-  à negociação do Novo Marco Global para a Biodiversidade Pós-2020. Em resumo, a adesão mostra a importância de se agir localmente, engajar a população em ações e projetos cotidianos para garantir uma maior preservação de sua própria fauna, flora, evitar a poluição e todas ações que garantam recuperação dos ecossistemas em nível municipal.

Comunidade

Paralelamente, esse tipo de documento incentiva ações comunitárias para a implantação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

São 17 objetivos interconectados e 169 metas. Se fosse possível usar uma única palavra para resumir os ODS ela seria equilíbrio. A ideia principal é garantir o desenvolvimento econômico, a evolução da sociedade ao mesmo tempo em que se protege o meio ambiente.

Promover o consumo consciente e priorizar a segurança alimentar da população mundial, com erradicação da pobreza e fome são desafios paralelos e que, para serem implantados, dependerão de ações conjuntas entre diferentes esferas do poder público, empresas e população

Ações simples e cotidianas são essenciais. Por exemplo, participando de ações voluntárias em organizações não governamentais ou assistenciais, acompanhando grupos de defesa do Meio Ambiente e suas ações – há vários deles na Prefeitura, como o CADES, nas subprefeituras, ou conselhos gestores de parques.

Se não tem condições ou tempo para esse trabalho voluntário, pode também doar  objetos que não são mais utilizados em sua casa ou empresa. Livros, material escolar, dvds e cds, roupas, calçados, equipamentos eletrônicos, aparelhos domésticos… Além de contribuir com comunidades carentes e Ongs, os doadores ainda evitam o descarte desnecessário de itens que podem ser reaproveitados, ou seja, aquilo que acabaria no lixo agora terá um novo uso.

Ainda em casa, priorize os alimentos naturais aos industrializados, evite o desperdício e cultive jardins e hortas. Além de saudáveis, essas ações educam as crianças e trazem benefícios urbanos.

Outra ação essencial é compartilhar informações. Converse com vizinhos, faça postagens em redes sociais, sempre estimulando ações como a reciclagem, o consumo responsável, as doações.

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