Jornal São Paulo Zona Sul

Deputados aprovam e segunda, 25, será feriado estadual

Depois de mais de 14 horas de discussão e pronunciamentos em plenária virtual, os deputados estaduais paulistas aprovaram o projeto que antecipa o feriado de 9 de Julho, da Revolução Constitucionalista de 2020, para a próxima segunda-feira, 25, o que estende o feriadão na capital por mais um dia, totalizando seis dias, ao inclui-se na conta o ponto facultativo de sexta, 22.

Até meia-noite, os deputados ainda discutiam o tema e chegaram a votar a suspensão da sessão. Por volta de 4h, a antecipação foi aprovada mas ainda haverá discussões hoje sobre emendas relacionadas ao decreto. A sessão recomeçou às 10h dessa sexta, 22.

A discussão se prolongou porque o tema é polêmico. Muitos prefeitos do interior e litoral acreditam que o feriado terá efeito contrário ao proposto – atrairá turistas em busca de viagens e lazer, gerando aglomerações nessas cidades.

A sessão virtual teve início às 14h30 nessa quinta, 21.

Dessa vez, o feriado valeria para todas as cidades da Grande São Paulo, interior e litoral paulista também.

Os deputados haviam aprovado o regime de urgência para avaliar o proposta, de autoria do governador João Doria na tarde de quarta, 20.

O intuito é diminuir a circulação de pessoas e evitar a disseminação do novo coronavírus. “Neste momento, em 2020, vivemos um desafio de grande magnitude: a pandemia da Covid-19, enfermidade para a qual a ciência ainda busca vacinas e tratamentos eficazes. Existe, assim, a necessidade de reduzir o número de contágios e de atrasar a propagação do coronavírus”, justifica o governo.

Já no primeiro dia dos debates, a polêmica se instaurou. O deputado Frederico d’Avila (PSL) foi contra a medida. Ele afirma ser “um verdadeiro absurdo essa questão da antecipação do feriado, porque a questão não é antecipar o feriado e sim fazer um lockdown forçado”. Já a deputada Monica da Bancada Ativista (PSOL) acredita que “a situação é atípica e qualquer alternativa para manter as pessoas em casa é melhor do que nenhuma”, mas pontua que “medidas paliativas não vão salvar as pessoas”.

 

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