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Saúde

Continua indefinição sobre vacinação contra raiva em animais domésticos

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A vacinação antirrábica foi suspensa no município de São Paulo em plena Campanha, em agosto do ano passado. Várias ocorrências de mau súbito e morte em cães e gatos foram relatadas na época, gerando a desconfiança de que a nova vacina adotada para imunização pública apresentava problemas. O governo federal, inicialmente, aconselhou que ninguém deixasse de levar seus animais para proteção, mas acabou por determinar a interrupção da campanha em todo o país. Meses se passaram e o assunto caiu no esquecimento da imprensa diária. E agora? Isso significa que os animais, em especial aqueles abadonados, vivendo nas ruas, estão sujeitos à raiva? Vale destacar que a raiva, se transmitida aos humanos, tem índice de letalidade de praticamente 100%, ou seja, os seres humanos morrem ao serem acometidos pela doença.

Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação aos donos de animais é que, ao identificar cães e gatos com suspeita de raiva, devem isolar os animais e chamar ajuda especializada, que pode ser a de técnicos do centro de controle de zoonoses local ou a de um veterinário da secretária municipal de saúde para que as providências adequadas sejam adotadas. Orienta ainda para a pessoa que for agredida por qualquer animal, para lavar imediatamente a ferida com água e sabão e procurar um profissional de saúde para obter orientações sobre indicação de profilaxia antirrábica (vacina e/ou soro). Quando a agressão for por cães ou gatos, os animais deverão ser confinados por dez dias após a agressão, para observação de sintomas da doença e, se o animal morrer, deve-se informar o departamento de zoonoses do município imediatamente.

O Ministério ainda alerta para a presença de morcegos. Neste caso, deve-se notificar órgãos da saúde e agricultura local para adoção de medidas de controle e prevenção, como: iluminar áreas externas nas residências, colocar telas nos vãos de dilatação de prédios, janelas e buracos e fechar ou vedar porões, pisos falsos e cômodos pouco utilizados que permitam o alojamento de colônias deste mamífero.

O Ministério garante ainda que, em conjunto com Estados e municípios, está monitorando qualquer suspeita de focos da doença e, em casos pontuais, é recomendada a vacinação de bloqueio. Para isso, há estoque estratégico da vacina antirrábica animal. Parte do quantitativo de 3 milhões de doses para ações bloqueio já foi recebida pelo Ministério da Saúde.

Questionado pelo jornal SP Zona Sul, o Ministério nega que tenha sido errônea a decisão inicial de sugerir a manutenção da vacinação, porque “todas as ações de saúde pública precisam ser respaldadas por pesquisas ou investigações com o mínimo de respaldo técnico-científico”. O Ministério da Saúde suspendeu preventivamente a campanha 2010, em todo o país, no dia 22 de outubro; e definitivamente no dia 29 de novembro, logo após ter acesso aos resultados preliminares de investigação laboratorial informados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Essa  investigação demonstrou que alguns lotes apresentarem resultados insatisfatórios em alguns testes realizados. Essas alterações não haviam ocorrido nos testes iniciais feitos pelo MAPA para a liberação da vacina, nem na contraprova de amostras mantidas em estoque. Como medida de segurança, o Ministério da Saúde suspendeu definitivamente a campanha e recolheu as vacinas distribuídas. O Ministério da Saúde garante que as vacinas recolhidas serão substituídas em todo o país.

Não há precisão de quando haverá distribuição de vacinas e nova campanha de vacinação. Inicialmente, o Ministério da Saúde receberá 3 milhões de doses que serão utilizadas exclusivamente no bloqueio de focos de transmissão da raiva. A campanha de vacinação ampla, para todo país, será realizada em data a ser definida de acordo com o cronograma de entrega das doses a serem repostas pelo fornecedor

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