Jornal São Paulo Zona Sul

Congonhas vai ter megaloja de construção

No segundo semestre de 2017, a Infraero abriu processo para conceder à iniciativa privada uma área imensa junto ao Aeroporto de Congonhas. A ideia era que alguma empresa se interessasse em implantar ali  algum grande empreendimento comercial, como um shopping, hipermercado ou megaloja.

A licitação para explorar comercialmente a área, que no passado abrigou hangares da existem VASP (Viações Aéreas São Paulo) foi vencida pela empresa Leroy Merlin, que já conta com outras lojas de grande porte espalhadas em diferentes bairros da cidade, no ramo de produtos de construção, decoração e reforma.

Mas, isso já foi há um ano e meio e até agora não há sinais de obra no local. De acordo com a Infraero, o contrato de concessão da área foi assinado em 2 de outubro de 2017, sendo efetivada a entrega da área e início do contrato nesta data.

Mas, a Infraero explica, o cronograma de implantação apresentado pela empresa Megahouses Empreendimento Imobiliário SPE S/A (Leroy Merlin e Creative) sofreu alterações devido à etapa de aprovações dos projetos junto à Prefeitura Municipal de São Paulo.

Por isso, um novo cronograma foi aprovado. Agora, ainda de acordo com a Infraero, o projeto está na fase de aprovação, com previsão de início das obras até dezembro desse ano e início das operações em até 34 meses.

Área está abandonada desde 2005

Na área concedida funcionavam os antigos galpões da VASP, empresa aérea que faliu. A Viação Aérea São Paulo foi criada em 1933 – três anos antes da abertura do próprio Aeroporto de Congonhas – e faliu em 2005. Desde então, os galpões representam uma área abandonada, que durante muito tempo ficou repleta de carcaças de aeronaves.

Já se tentou o leilão do espaço antes, mas imbroglios judiciais impediram que a concessão se efetivasse.

O prazo da concessão será de 300 meses (25 anos) e o preço básico inicial estabelecido no edital era de R$ 40 milhões, valor que poderá ser parcelado em até três vezes após a assinatura do contrato, sendo R$ 20 milhões até o décimo dia útil; R$ 10 milhões em até 12 meses e o restante em até 24 meses. 

Como a Leroy foi a única interessada, o contrato seguiu exatamente essas condições.

“Além da localização privilegiada, a proposta da megaloja pretende aproveitar o potencial do negócio para oferecer opções de serviços à comunidade local, passageiros e usuários do aeroporto, que poderão contar com um centro de compras e serviços”, havia declarado o presidente da Infraero, Antônio Claret de Oliveira, à época da licitação

Região toda passa por transformações

A região vizinha ao Aeroporto de Congonhas, que nesse 12 de abril comemora seus 83 anos, está em intensa modificação e adensamento.

O próprio aeroporto passou por várias alterações recentes e até o aumento de pousos e decolagens foi autorizado, além de reformas internas, ampliação do estacionamento, modernização do parque comercial, implantação de nova passarela na Avenida Washington Luis e criação de praça também com espaços comerciais junto a ela.

Ao longo da mesma avenida, está em construção a linha Ouro em Monotrilho do Metrô que, embora tenha sido iniciada com expectativa de inauguração para antes da Copa de 2014, está em obras até agora e ainda sem previsão de inauguração. A linha vai permitir a conexão do Aeroporto com a malha metroviária da cidade.

Também nas proximidades do Aeroporto, há um projeto para construir um novo shopping center, na área atualmente ocupada pela Cruz Vermelha.

Há, entretanto, resistências à proposta, por parte de vizinhos da Sociedade Amigos do Planalto Paulista, bairro exclusivamente residencial, e também de urbanistas e políticos: o vereador Gilberto Natalini (PV) já apresentou projeto para que o espaço, na verdade, seja transformado em parque público. O novo shopping seria construído pelo Grupo Iguatemi.

2 comentários

  • A modernização pode dar vida a região, gerar novas oportunidades aos jovens e gerar empregos. Em principio concordo com esses investimentos.

  • Trabalho no aeroporto de Congonhas mais 40 anos sou mecânico de aeronave. O aeroporto está saturado não tem espaço para estacionar aeronave. Aeronave fica 30 minutos ou mais aguardando uma posição para desembarcar os paxs com os motores ligados gastando combustível que não é barato. E vem um iluminado querendo fazer um shopping nas instalações da falida vasp não consigo entender as pessoas não pensam no futuro se está difícil agora imagine daqui alguns anos. Me ajuda aí vocês só pensam em dificultar a vida dos usuários e trabalhadores de Congonhas.

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