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Política

Candidatos batem boca por metrô

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Em entrevista à Rede Globo, o candidato ao governo do Estado, Paulo Skaf, do PSB, disse que o metrô tem 35 anos. Mas, esta semana, o metrô completou 36 anos de operação, embora a empresa tenha já 41 anos desde sua fundação. Os últimos dias, aliás, não foram de muita festa para a companhia: se, por um lado, foi recebido o primeiro novo trem para a Linha Azul, a mais antiga do sistema, por outro foi também nela que ocorreram incidentes como uma falha elétrica na Estação Ana Rosa, que provocou atrasos e superlotação na tarde de ontem, dia 16.

Muito além da discussão sobre o tempo de existência da Companhia do Metropolitano, o bate-boca entre candidatos ao Governo do Estado envolveu os projetos para o futuro do metrô. Em debates e entrevistas, o candidato petista Aloizio Mercadante criticou a lentidão no processo de expansão da rede, prometeu acelerar a construção de novos trechos e ainda avaliou que a culpa pela superlotação nas estações existentes é da falta de investimentos nos mandatos tucanos.

O candidato Paulo Skaf também adotou o tom oposicionista e disse que o PSDB, partido que está há quatro mandatos governando o Estado, não está garantindo o plano de expansão prometido, já que deixará contratada a construção “de apenas 20 km de metrô”.

A Companhia do Metrô saiu em defesa da atual gestão e rebateu as críticas. Com relação à Mercadante, a nota enviada pelo Metrô aponta que o candidato promete “30km de linhas de metrô”, mas garante que esse total representa menos da metade do que ficará com recursos alocados para a próxima gestão.

Da mesma forma, diz que os números de Skaf estão equivocados. “Até dezembro de 2010, algumas obras já estarão em andamento e projetos para construção de 66,7 km de linhas terão recursos alocados, permitindo a conclusão das linhas até 2014”, diz a nota. Entre as promessas feitas pela empresa, está a construção da Linha Ouro, 17, ligando o Jabaquara ao Morumbi. A obra havia sido planejada para estabelecer a ligação entre a linha metroviária e o Aeroporto de Congonhas, mas também garantindo o acesso ao estádio que seria sede para a Copa de 2014, em São Paulo. Como se sabe, o Morumbi foi descartado como sede e ainda há quem duvide da conclusão dessa promessa do governo estadual. Todos os cronogramas apresentados até agora para a nova linha estão atrasados: para se ter uma ideia, em entrevista ao jornal São Paulo Zona Sul, o diretor do metrô Sérgio Brasil havia garantido que a linha estaria em fase de testes até o final deste ano. Na verdade, não houve sequer publicação de edital da obra, muito menos definição das empresas que vão executa-la, elaboração de projeto executivo e definição do traçado, com indicação de desapropriações. Vale lembrar que esta linha se desenvolveria pela zona sul paulistana em elevado. Segundo a nota do metrô, entretanto, já há recursos da ordem de R$ 1 bilhão para a obra, pela Caixa Econômica Federal, além de recursos do governo do Estado, BNDES e Prefeitura.

O Metrô ainda promete investir na conclusão da Linha Lilás (extensão Largo 13 a Chácara Klabin).

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