Jornal São Paulo Zona Sul

Bons exemplos tornam cidade mais limpa

Quanto mais limpa uma cidade, mais limpa ela permanece. A máxima já é bem conhecida de agentes públicos, urbanistas e profissionais que trabalham com limpeza pública. Aliás, esse conceito vale também para ambientes menores – as pessoas tendem a bangunçar ou sujar um ambiente que já não está conservado.

O secretário das subprefeituras de São Paulo, Alexandre Modonezzi, já declarou: “Percebemos que as pessoas que cuidam melhor dos resíduos gerados em sua casa, que participam da coleta seletiva separando recicláveis, essas mantêm a cidade mais limpa, também”, observa.

Ainda em 2020, a cidade vai ter a coleta seletiva universalizada, ou seja, moradores de todas as ruas de São Paulo terão acesso a pontos de entrega de materiais recicláveis ou mesmo contarão com caminhões de coleta seletiva passando em sua porta.

Atualmente, 94 dos 96 distritos da capital já contam com o serviço, porém não em todas as ruas. No total, cerca de 75% das vias contam com coleta seletiva domiciliar ou por meio de Pontos de Entrega Voluntária – os PEVs – perto de casa.

Mas, ainda assim, as centrais de triagem e cooperativas de catadores da cidade operam bem abaixo da capacidade. “As centrais mecanizadas de triagem da cidade podem receber até 250 toneladas de recicláveis por dia mas nem a metade desse volume chega até elas”, conta Cristina Helena, gerente de projetos da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb).

Na zonas sul e leste da capital, o serviço de coleta seletiva é prestado pela concessionária Ecourbis Ambiental. Para saber o horário e data em que os caminhões passam, acesse: https://www.ecourbis.com.br/coleta/index.html

Ampliar adesão

A gerente de projetos da Amlurb acredita que os diversos programas implantados e projetos em andamento representam diversos avanços para incentivar a economia circular na cidade, reduzir a quantidade de resíduos gerada e ampliar o volume de materiais efetivamente destinados à reciclagem.

Atitudes exemplares tendem a se multiplicar e trazer melhores resultados, com maior conscientização da população. Ou seja, muitas vezes a população tem a informação sobre os serviços prestados pela Prefeitura – que incluem coleta seletiva, ecopontos para destinação de entulho, cata bagulho, varrição… “A ação Recicla Sampa foi criada nesse sentido, de mostrar que é simples participar, basta separar o lixo em dois: reciclável ou não”, relembra Cristina.

Com uma linguagem simples e acessível, a campanha é importante para atingir duas metas da cidade: reduzir a quantidade de resíduos encaminhada aos aterros e aumentar a participação da população na separação dos resíduos domésticos.

A gerente de projetos da Amlurb concorda que a bons exemplos e práticas ampliam conscientização dos cidadãos e cita o compromisso global para a diminuição do plástico de uso único na cidade, que foi assinado há quase um ano e vem aumentando seu impacto na sociedade. “O plástico é muito útil e não será banido da vida das pessoas, mas precisa ser usado com consciência.

Descartáveis, que são usados uma única vez, precisam ser evitados”, aponta.

Entulho pelas ruas

Outra preocupação constante na cidade é com a redução do despejo irregular de entulho na cidade. Além de trazer custos para a municipalidade e provocar até proliferação de insetos e outros vetores de doença, as sobras de material de construção ilegalmente deixadas em vias públicas também deixam a cidade esteticamente mais feia e, da mesma forma, acabam servindo como mau exemplo.
A Amlurb registra atualmente, por toda a cidade, mais de 2400 pontos viciados, ou seja, locais em que periodicamente ocorre o despejo ilegal de entulho – vale ressaltar, inclusive, que essa ação é crime ambiental sujeita a multa demais de R$ 16 mil reais.
Mas esse número já foi muito pior. Eram mais de 4 mil endereços com sobras de material de construção abandonadas constantemente. Desse total, estima-se que 918 foram criados por moradores que moram nas proximidades.

Como reverter essa situação? A Prefeitura resolveu envolver a própria comunidade na ação preventiva. Nesse início de 2020, foi lançado o projeto Revitaliza SP, com o objetivo de revitalizar 900 pontos viciados – todos ainda esse ano.

Igualmente partindo da ideia de oferecer beleza e bons exemplos, a Amlurb agora convida a comunidade a comparecer e acompanhar de perto um mutirão promovido em cada um desses endereços.

A ação tem acontecido, assim, por toda a cidade, a cada sábado. Equipes de varrição, coleta e das subprefeituras se unem e vão até os locais, mas não só para fazer a limpeza. Há pintura de guias, além de instalação de flores e plantas em pneus reutilizados.

Também são instaladas placas indicando a localização do ecoponto mais próximo. Vale destacar que os ecopontos da cidade funcionam diariamente e recebem entulho gratuitamente até a medida de um metro cúbico por dia.

A população também é informada sobre a operação Cata -Bagulho, que passa mensalmente em todos os bairros da capital e recolhe objetos inservíveis, pneus, restos de móveis e eletrodomésticos quebrados etc. Para consultar o endereço dos ecopontos da cidade ou o cronograma da Operação Cata Bagulho, basta ligar 156 ou acessarprefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/amlurb/.

“Já temos 102 ecopontos em funcionamento. Ainda no primeiro semestre, outros 27 serão inaugurados e no segundo semestre serão outras 17 unidades”, conta a gerente de projetos da Amlurb.

Beleza

O projeto RevitalizaSP vai além da limpeza do espaço que era irregularmente usado para despejo de entulho. A área ganha um visual todo especial com a pintura de muros, muitas vezes com a participação de grafiteiros e outros artistas da comunidade, floreiras, plantas…

Os números são bem positivos: até agora 57 pontos já foram revitalizados, com o envolvimento de 887 agentes de limpeza e conscientização, 2.466 moradores dos bairros próximos, 32 instituições e 2.722 pessoas conscientizados. Ao todo, foram retiradas das vias 231,5 toneladas de resíduos recolhidos. “A ideia é eliminarmos os pontos sem uma ação policial, envolvendo limpeza e educação ambiental” comenta Evaldo Azevedo, Diretor de Serviços da Amlurb.

As equipes de educação ambiental passam nas residências convidando os moradores e instituições para participarem da atividade. As equipes também entregam informativos com o endereço dos Ecopontos mais próximos da região, informações sobre a operação Cata bagulho e os dias e horários da coleta domiciliar comum e seletiva.

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