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Coronavírus

Aumento de casos de covid no Estado faz Governo estender quarentena

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“Houve um aumento de 18% no número de internados, tanto na rede pública quanto no sistema privado”. A frase foi dita na segunda, 16, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, por Jean Gorinchteyn, Secretário da Saúde do Estado de São Paulo.

O aumento do número de casos de Coronavírus no Estado de São Paulo fez com que o Governo decidisse não anunciar nenhuma reclassificação no Plano São Paulo. Havia a expectativa de que as regiões atualmente na fase amarela evoluíssem para a verde.

Assim, a quarentena irá até 11 de dezembro e nenhuma região vai evoluir para a fase verde. A capital, que está na fase verde, não vai evoluir para a fase azul ainda esse ano.

Segundo o secretário, no entanto, esse aumento ocorre em comparação à semana epidemiológica 45, quando os dados foram os menores do Plano São Paulo. Mas, em suas palavras, “Por precaução e responsabilidade, o Governo do Estado optou por não realizar a reclassificação”.

A especulação é de que a classe média e a classe alta relaxou nas medidas de prevenção, participando de festas e eventos, além de se expor mais nas ruas, o que explicaria o aumento da procura por hospitais particulares.

O Jornal da USP, em matéria assinada por Luiza Caires, com colaboração de Beatriz Azevedo, fez um levantamento sobre o aumento dos casos e publicou relatos que mostram que as UTIs dos hospitais particulares da capital paulista estão com movimento intenso de pacientes com sintomas e internações por Covid:

O Sírio-Libanês não emitiu comunicados oficiais, mas profissionais que trabalham no Hospital disseram extra-oficialmente que a internação lotou. “Voltei de férias e estava um caos. Para você ter ideia, tem adulto internado na pediatria, por falta de lugar”, disse um deles.

O mesmo foi relatado por um profissional da saúde do Hospital São Camilo do bairro Pompeia: “Todos os 400 leitos estão ocupados por pacientes com covid. UTI e dois andares cheios”, contou à reportagem do Jornal da USP o profissional, que também preferiu não se identificar.

O professor da FMUSP Paulo Lotufo diz que, ao acompanhar dados de hospitais privados como Einstein e Sírio, é preciso cuidado pois eles recebem pacientes do País todo. Outra coisa: “uma possibilidade seria se tratar de um hotspot, um ou dois eventos de super propagação como, por exemplo, já houve com festa de casamento e até chá de bebê. Para saber isso, os hospitais teriam que divulgar dados mais detalhados do perfil dos internados, mas eles não fazem isso”, diz Lotufo.

Só que, durante o último final de semana, a alta nas internações por coronavírus já começou a aparecer também nos sistemas públicos: a própria Fundação Seade, ligada ao Estado de São Paulo, exibiu em seu site números que indicavam isso. “Pela primeira vez desde 15 de outubro, temos mais de 1000 novas internações na média móvel de sete dias no estado de SP. Na grande SP, temos média móvel de sete dias de 605 novas internações. Primeira vez com mais de 600 desde 23 de setembro, há quase dois meses”, apontou já na sexta-feira (13), em seu perfil no Twitter, o médico Márcio Bittencourt, que tem acompanhado e analisado dados da epidemia. 

Foto: Vinícius Quintão-FMUSP

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