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Aquecimento Global e os Resíduos

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A Europa enfrenta temperaturas recordes, com países como a Inglaterra encarando pela primeira vez na história termômetro acima dos 40 graus. O calor intenso tem provocado morte de seres humanos e animais, comprometido a agricultura e provocado incêndios por todo o continente, prejudicando ainda mais a qualidade do ar ao destruir florestas com árvores que ajudam a regular a temperatura e emitindo poluentes na atmosfera.

No Brasil, as temperaturas também estão acima da média para o inverno, com mais “veranicos” do que ocorrem normalmente. E esse calor fora de época ainda tem um agravante: ocorre no período das secas, comprometendo o nível dos reservatórios de água que abastecem a maior metrópole do país.

Efetivamente, há episódios históricos de verões mais intensos ou invernos mais amenos, mas é inegável que o planeta atravessa, antes mesmo do que previram cientistas, aquecimento global, que pode destruir florestas, aumentar o nível do mar com o derretimento de geleiras nos polos.

Fome

Mas, para além dos choques de temperaturas, especialmente em povos não habituados com picos de calor ou frio intensos, quais as consequências dessas oscilações?

O comprometimento de vida no planeta não é só do ser humano, mas também da fauna e da flora, das plantações, das criações pecuárias. Sem falar na falta de água potável,

Esse cenário complexo resulta não somente em falta de alimentos para uma população que cresce, mas também no risco de novas pandemias, na necessidade de novas tecnologias ou combustíveis para garantir moradias preparadas para o frio ou calor, seja com ar condicionado ou aquecimento artificial.

Ainda será necessária muita energia para processos como o dessalinização da água com a redução da água doce no planeta e aumento da água dos oceanos…

Mas, em que nossas pequenas e cotidianas atitudes diárias podem piorar ou melhorar esse futuro que parece já ter se tornado presente? E mais: o que o lixo diário que geramos em nossas casas têm de relação com essa situação toda?

Seu lixo

Seria exagero dizer que as preocupações com a destinação correta de cada tipo de resíduo pode garantir que a vida no planeta se mantenha? Não. E por vários motivos.

O primeiro aspecto a ser observado é relacionado ao excesso. Por que os brasileiros geram tanto resíduo? A média diária por pessoa é de mais de um quilo! Isso significa, inclusive, que em algumas residências a geração é ainda maior.

Significa, ainda, que seriam necessários 900 aviões cargueiros totalmente cheios de “lixo” só para transportar os resíduos que os brasileiros produzem no curto período de 24h.

Há várias formas de reduzir a quantidade de resíduos que geramos em casa, na rua, no escritório ou mesmo em viagens.

A primeira delas é repensar os hábitos de consumo. Em sua casa, as pessoas compram somente aquilo que vão usar? Seja na preparação de alimentos ou na compra de roupas, objetos, aparelhos eletroeletrônicos…

O consumo faz parte de nossas vidas e também é importante para a economia do país. Mas comprar supérfluos ou mais do que se tem a capacidade de efetivamente usar só gera mais resíduos e aumenta o custo – familiar, social e ambiental. Os resultados a médio e longo prazo são extremamente prejudiciais à natureza e relacionados ao aquecimento global.

Produzir em excesso – sejam alimentos in natura ou qualquer item industrializado – representa gastos de água, energia e recursos naturais (minérios, árvores, plantas etc). Também representa emissão de poluentes que comprometem a qualidade do ar, da água, do solo.

É um ciclo danoso à natureza e, vale destacar, sem a preservação ambiental as possibilidades de vida sobre a Terra são inexistentes. Ainda que os recursos não cessem, já estamos vivenciando resultados da redução de florestas, minérios, poluição e desequilíbrios em ecossistemas pelo extermínio ou diminuição de populações de animais ou espécies de plantas. 

Como fazer

Bem, mas, e as dicas para o cotidiano? A primeira, apesar de bem simples, ainda não é seguida por muitos moradores da maior cidade do país.

Basta separar o lixo em dois: o comum e o reciclável. Boa parte do que atualmente acaba no aterro sanitário poderia voltar à economia em forma de material reciclado. Vidros, papeis, metais e especialmente plásticos são desperdiçados diariamente junto ao lixo comum.

E é tão simples contribuir para a coleta seletiva… Em um saco de lixo ou lixeira doméstica, coloque todo lixo comum: sobras de comida, material do banheiro (papel higiênico, fraldas, absorventes, hastes higiênicas de algodão…), varrição, bitucas de cigarro, papel engordurado em geral etc.

Já no recipiente para recicláveis (pode ser aquela sacolinha verde biodegradável oferecida no comércio) coloque as embalagens usadas no dia a dia – latas de molho, garrafas de plástico pet, latinhas de refrigerantes ou cerveja, caixas de papelão (inclusive longa vida), potes esvaziados… Lembre-se apenas de dar uma enxaguada: esse material será levado à central de triagem ou a cooperativas.

Assim, a coleta seletiva não apenas evita a realização de parte significativa dos processos de produção, incluindo a extração de novas matérias primas, como garante hoje o sustento de muitas famílias de catadores, ou seja, cumpre uma função social em tempos de crise econômica, com geração de renda.

Depois de separar os resíduos  e rejeitos de sua casa, para que a reciclagem realmente aconteça, é preciso acondicionar cada um deles e verificar qual a data em que o serviço é prestado em sua rua.

Tanto a coleta seletiva quanto a de lixo comum são feitas pela concessionária Ecourbis Ambiental. Para saber o horário e dia da semana em que cada uma ocorre, acesse https://www.ecourbis.com.br/coleta/index.html. O site tem uma ferramenta que permite saber esses dados digitando seu endereço ou CEP.

Nem todo resíduo

A preocupação com o descarte correto deve ser constante e o ideal é que aconteça desde o momento da compra, selecionando os itens que têm maior durabilidade e que venham a agredir menos o meio ambiente – desde a produção, passando pelo uso e até o pós-consumo, ou seja, o momento em que não é mais útil.

Nem todo resíduo, é essencial apontar, deve ser descartado no lixo comum nem mesmo nos dias de coleta seletiva. Lâmpadas, pilhas, aparelhos eletrônicos, cabos de panela, objetos de acrílico, papeis plastificados.

Para lixo eletrônico (aparelhos, baterias, informática), busque pontos de descarte em greeneletron.org.br. Há vários contêineres em parques da região e também em lojas que fazem a chamada logística reversa, ou seja, recolhem o material para devolvê-los aos fabricantes que serão responsáveis pela destinação final correta.

E por falar em fabricantes, também é importante procurar o atendimento ao consumidor no caso de descarte de grandes objetos como colchões, geladeiras, máquinas de lavar roupa, pneus, etc.

A Prefeitura também dispõe de mais de 100 ecopontos espalhados pela cidade onde é possível descartar entulho ou “bagulhos”, ou seja, objetos inservíveis como móveis, aparelhos e estofamentos

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