Na próxima terça-feira, dia 4, a Bovespa vai colocar em leilão o edital de concessão para operação da Linha 5 – Lilás do metrô, que liga a região de Santo Amaro à Vila Mariana, com interligações às linhas Azul (na estação Santa Cruz) e Verde (na estação Chácara Klabin) do metrô. E estão prometidas também para este mês de julho as inaugurações de três novas paradas da linha, que está em obras de expansão há mais de dez anos: Brooklin, Borba Gato e Alto da Boa Vista.

Em maio, o governador Geraldo Alckmin fez uma visita  às obras e também fez uma viagem teste entre as estações Adolfo Pinheiro e Brooklin, já que os túneis entre as duas estavam completamente concluídos. Na ocasião, o governador confirmou que seriam abertas as três novas estações ainda em julho.

As demais estações da linha, na região de Moema e Vila Clementino, estão previstas ainda para 2017, no final do ano, sem data exata. Apenas uma das novas paradas deve ser inaugurada em 2018.

“Fizemos a viagem de teste entre Adolfo Pinheiro e Brooklin, passando por Alto da Boa Vista e Borba Gato”, disse, durante o trajeto.Na época, o metrô informou que já estava trabalhando na finalização das três estações.

O Jornal SP Zona Sul entrou em contato com o metrô para saber se o cronograma seria cumprido, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

A demanda estimada para a linha completa, que ligará os bairros de Santo Amaro, Brooklin, Campo Belo, Moema e Vila Clementino, é de 800 mil passageiros por dia A expansão da Linha 5-Lilás vai acrescentar mais 10 km e 10 estações à linha. No total, contará com as estações Capão Redondo, Campo Limpo, Vila das Belezas, Giovanni Gronchi, Santo Amaro, Largo Treze, Adolfo Pinheiro, Alto da Boa Vista, Borba Gato, Brooklin, Campo Belo, Eucaliptos, Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin.

Leilão

O Leilão que acontece na próxima semana vai colocar não só a linha 5 – lilás em Concessão mas também a Linha 17 – Ouro, que está em obras, ainda e funcionará em sistema Monotrilho.

Com a concessão, a operação comercial das duas linhas será administrada pela iniciativa privada por 20 anos. O valor estimado do contrato é de R$ 10,8 bilhões. Isso corresponde à soma das receitas tarifárias de remuneração e de receitas não operacionais, como exploração comercial de espaços livres nas estações, por exemplo. O investimento previsto do parceiro privado é de R$ 88 milhões, que serão aplicados em melhorias e infraestrutura das linhas, visando atender aos indicadores de desempenho exigidos do concessionário para oferecer serviços de qualidade à população paulista.

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