A Barroca não passou para o Grupo Especial, mas vem mostrando um ritmo pra lá de sensacional no Carnaval Paulistano. Conhecida por seus altos e baixos na história dos desfiles, a agremiação que surgiu na Vila Mariana em 1974 e hoje tem sede no Jabaquara conseguiu em 2017 vencer o grupo I e subir para o Grupo de Acesso.

Em 2018, abriu o desfile no sambódromo e teve uma apresentação digna de levar o título novamente… Mas, por diferença de alguns décimos no resultado final, ficou em terceiro lugar e vai continuar no grupo de Acesso em 2019. As campeãs no grupo foram a Águia de Ouro, com 270 pontos e a Colorado do Brás, com 269,9 pontos.

A Barroca chegou a 269,3 pontos e ficou à frente da tradicional Nenê de Vila Matilde, segunda maior vencedora do carnaval paulista com 11 títulos, e da Camisa Verde e Branco, que já contabiliza nove campeonatos. Todas as oito escolas do Grupo de Acesso deste ano, aliás, já passaram pelo Grupo Especial do carnaval paulistano.

A agremiação do bairro vizinho, Imperador do Ipiranga, não teve a mesma sorte e amargou um último lugar. Em 2019, voltará a desfilar pelo Grupo I, portanto.

Carnevale

E escola realmente caprichou na apresentação. A promessa era levar ao sambódromo o “maior e mais lindo enredo” dos 43 anos de existência da agremiação.

A ideia do tema “Carnevale… A magia da Folia” era representar as diferentes formas de celebrar o carnaval pelo mundo.

Fantasias, alegorias e samba enredo traziam as tradicionais festas que são comemoradas em diversos países, EM suas cores, costumes, tradições, abordando a relevância cultural que cada uma delas traz para sua pátria

A viagem começava no corso canavalesco, mas teve também Mardi Gras, o carnaval norteamericano; as máscaras venezianas e manifestações de diversos outros países pelo mundo.  Até mesmo a explicação do calendário lunar que fazem o Carnaval ser celebrado em uma data diferente a cada ano foram levados ao público. Pierro, Arlequim e Colombina também.

Mas, claro que o Carnaval brasileiro foi o grande destaque nesse desfile de resgate histórico e cultural.

A verde rosa paulistana, como seu próprio samba enredo cantava, buscou a felicidade no sonho da antiguidade.

“No carnaval dos carnavais
Em busca da felicidade
Vou no corso da folia, embalado na alegria
Buscar meu sonho na antiguidade”

Não venceu, mas inegavelmente fez bonito.

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