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Coronavírus

Volta às aulas sem vacina é dilema

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A Prefeitura pode anunciar a autorização para retomada de aulas presenciais na capital em 3 de novembro, logo após o feriado de Finados, o que representaria pouco mais de um mês de ida à escola em 2020. Para além da polêmica sobre a necessidade ou não dessa retomada, um dilema corre paralelamente: quando seria seguro enviar todas as crianças para assistirem às aulas integralmente? A resposta mais óbvia parece ser apenas após a vacinação desses alunos e também dos profissionais envolvidos na educação.

Nesse sentido, uma declaração feita pelo Ministro da Saúde Eduardo Pazuello representou um balde de água fria: em reunião virtual com secretários estaduais de saúde o ministro fez previsão de que só em abril de 2020 haveria uma vacina disponível no Brasil . Se considerado ainda o período para aplicação em massa na população, atingindo estudantes, suas famílias e profissionais da educação, isso pode significar que as aulas do primeiro semestre de 2021 também serão prejudicadas? Serão facultativas?

O governador João Doria tem divulgado previsão de início de aplicação da vacina Coronavac, que está em fase de testes e poderá ter produção no Instituto Butantã, para meados de dezembro, priorizando profissionais de saúde.

A esperança seria de que crianças e jovens pudessem ser vacinados, assim como professores e outros funcionários escolares, antes da volta às aulas 2021. Depois das discussões que se seguiram à fala do ministro, com estados querendo que o Governo Federal aceite os testes paulistas, na quinta feira, 15, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, afirmou que a pasta acompanha o desenvolvimento de mais de 200 vacinas em fase de produção em todo o mundo para o combate à covid-19.

“Estamos aderindo a qualquer iniciativa de desenvolvimento de vacinas que nos ofereça segurança, eficácia e que fique pronta antes, ou seja, em um prazo mais curto, que tenha produção em escala em quantidade para imunizar a população brasileira, a ser inserida no Programa Nacional de Imunizações”, disse.

Segundo Franco, nenhuma vacina em estudo está descartada e a prioridade está naquelas em fase mais adiantada de testes. Entre os critérios da pasta para a aquisição está a segurança da vacina, “eficácia, produção no mais curto prazo, produção em escala que atenda as nossas necessidades e preço acessível que esteja sendo praticado em mercado”, afirmou.

Em setembro, o governo também anunciou o investimento de R$ 2,5 bilhões para a entrada do país na Covax Facility. Dessa forma, espera-se que o país possa comprar imunizantes para garantir a proteção de 10% da população até o final de 2021, o que permite atender populações consideradas prioritárias.

Mas o governo federal reforçou que, pelo cronograma da pasta, a perspectiva é de 100 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca-Fiocruz no primeiro semestre de 2021 e outras 110 milhões de doses adicionais no segundo semestre.

Enquanto isso, o Governo do Estado de São Paulo iniciou testagem de alunos e profissionais da educação que retomaram atividades presenciais em 8 de outubro. O objetivo é identificar a frequência de contágio pelo coronavírus durante o período de volta às aulas presenciais que, desde o dia 7 de outubro, é opcional para alunos do ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede estadual

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