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Meio ambiente

Vila Mariana recicla mais, mas produz muito lixo: 36 quilos mensais por habitante!

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Legenda da foto: Ao optar por frutas e legumes, não apenas cuidamos da saúde como também reduzimos o consumo de embalagens e o uso de recursos naturais do processo produtivo

 

Vila Mariana, Saúde e Ipiranga estão entre as regiões onde pioneiramente foi implantada a coleta seletiva domiciliar na cidade de São Paulo. Motivo para comemorar? Nem tanto. E o São Paulo Zona Sul vai mostrar por que, além de iniciar uma série de matérias com orientações sobre a destinação do lixo na cidade.

 

Para começar, vamos falar em números e conceitos. Hoje, a cidade produz, por dia, nada menos que 12 mil toneladas de lixo – e o paulistano só se preocupa com esses resíduos que despeja no meio ambiente se, por alguma falha, o caminhão não passar em frente à sua casa e retirar os sacos de lá. Para onde esse material vai ou o que é feito dele poucas preocupações gera.

 

Muitos dirão que reciclam seu lixo. Será mesmo? São coletados por dia na cidade toda 120 toneladas de recicláveis, ou apenas 0,1% do total do lixo. Mais: boa parte vai novamente para o lixo comum, já que não há estrutura nem demanda para muitos dos materiais separados pelos paulistanos em casa.

Os números da região mostram outra realidade interessante. Está equivocado aquele paulistano de classe média e média alta que acredita estar contribuindo com a preservação ambiental por separar plásticos, papéis, metais e vidros do material orgânico. Em geral, quem tem maior poder aquisitivo destrói mais do que aqueles que ganham menos. Por uma simples razão: consome mais e gera mais lixo.

 

Na área sob responsabilidade da Subprefeitura de Vila Mariana, onde vivem cerca de 311 mil pessoas, são recolhidas 220 toneladas de recicláveis por mês – ou 700 gramas por habitante a cada 30 dias. Mas, nessa mesma região, a quantidade de lixo comum recolhido em um mês, por pessoa, é de 36 quilos, ou mais de um quilo… por dia, quase 12 mil toneladas! Vale destacar que a Subprefeitura de Vila Mariana engloba o distrito de Moema, de maior Índice de Desenvolvimento Humano e também com uma das maiores médias de renda da cidade.

 

Ali, portanto, a média é de 1,9% de materiais encaminhados à reciclagem.

 

Já no Jabaquara, temos a impressão de que a adesão da população à coleta seletiva é menor: são apenas 56,17 toneladas por mês separadas de 215 mil habitantes, em uma média de 260 gramas mensais por habitante. Só que ali, onde a renda per capita é menor, cada habitante despeja 25 quilos de lixo por mês de volta à natureza – isso, só em casa, claro, e sem contar o esgoto, a energia elétrica, o gás…

 

Na região do Jabaquara, portanto, o que vai para a triagem corresponde a 1,02% do total de lixo produzido.

 

Cidade


Atualmente, dos 96 distritos existentes no Município de São Paulo, 74 são contemplados pela Coleta de Materiais Recicláveis realizada pelas Centrais e pelas Concessionárias, ficando a sua coordenação sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Serviços, por intermédio do Departamento de Limpeza Urbana – LIMPURB, estabelecendo normas e procedimentos para sua implementação, gerenciamento, fiscalização e controle. Entre os equipamentos utilizados na Coleta Seletiva, são 3811 PEV´s instalados em locais específicos e a implantação da conteinerização através da instalação de PEV´s (Pontos de Entrega Voluntária) de 1.000 litros e 2.500 litros para material reciclável, em estacionamentos de bancos, supermercados, escolas municipais, estaduais e particulares, universidades e condomínios. Há 1871 condomínios residenciais participantes do Programa de Coleta Seletiva, sendo utilizados 2876 conteineres.

 

Os números são oficiais: da Ecourbis e da Limpurb.

 

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