Jornal São Paulo Zona Sul

Vida Marinha corre riscos: o que você sugere para evitar resíduos no mar?

Como evitar que os oceanos se transformem em grandes lixões? Que a quantidade de plástico nos mares ultrapasse a quantidade de peixes? Que a vida animal seja sufocada ou contaminada por resíduos que se espalham pelas águas do planeta por conta da ação humana? A cidade de São Paulo acaba de sediar um evento da Onu Meio Ambiente e da Proteção Animal Mundial para discutir ações viáveis e urgentes: “Oceano Plástico: como escapar desse emaranhado?”

Além do lixo que é levado aos oceanos por barcos, por emissários de esgotos ou rios contaminados, e pela ação do homem em praias e ilhas, há ainda outro problema a se combater: as redes de pesca e outros equipamentos usados por pesqueiros e marinheiros e que se perdem pelos oceanos, transformando-se em verdadeiras armadilhas para os animais.

A ONU, organizações não governamentais e também representantes do Governo estão debatendo como evitar que esse cenário dramático continue se expandindo e, ao mesmo tempo, reverter o quadro.

Atualmente, está em implantação o Plano de Ação Nacional para Combate ao Lixo no Mar, pelo Ministério do Meio Ambiente, que está promovendo uma Consulta Pública, para que qualquer cidadão possa participar e dar sugestões de como enfrentar a questão.

A consulta foi lançada em 26 de novembro durante o Fórum Internacional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública, realizado em São Paulo.

As perguntas são sobre a percepção de cada um sobre a poluição dos oceanos e permite que sejam propostas até três ações para combater o lixo gerado em terra e o lixo gerado no mar. O preenchimento do questionário leva, em média, 10 minutos e as colaborações podem ser feitas até o dia 8 de janeiro de 2019.

Depois disso, os dados serão enviados para o Instituto Federal do Paraná para análise e posterior avaliação pela comissão organizadora.

O texto final do Plano de Ação Nacional para Combate ao Lixo no Mar, que passará também pela avaliação de especialistas em encontros e seminários, deve ser lançado no próximo ano, no Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho.

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