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Uso do plástico será reduzido na cidade

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O ano começa com boas notícias para quem se preocupa com a quantidade de resíduos gerada diariamente na capital paulista.
Além da meta de universalizar a coleta seletiva, ou seja, fazer com que toda rua paulistana possa conribuir, de alguma forma, com a ampliação da reciclagem, outras ações se apresentam na direção da redução de envio de resíduos para aterros.
Há poucos dias, foi sancionada a lei que proíbe o fornecimento de produtos descartáveis feitos de plástico em estabelecimentos s comerciais na cidade de São Paulo.

De acordo com o texto aprovado pela Câmara Municipal ainda no final de 2019, fica proibido o fornecimento de copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões descartáveis feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares e padarias, entre outros estabelecimentos comerciais.

A legislação também se aplica aos espaços para festas infantis, clubes noturnos, salões de dança, eventos culturais e esportivos de qualquer espécie. Nos espaços para festas infantis deverão ser oferecidas alternativas seguras, como pratos de papel e copos de plástico reutilizáveis.

Em substituição aos produtos de plástico descartáveis poderão ser fornecidos outros com as mesmas funções elaborados com materiais biodegradáveis, compostáveis e/ou reutilizáveis. O objetivo é incentivar a reciclagem de materiais e impulsionar a transição para uma economia circular, cujo modelo de negócio e desenvolvimento econômico é alternativo ao linear (extrair, produzir e descartar).
A lei só entra em vigor a partir de 1 de janeiro de 2021, mas a expectativa é de que os comerciantes comecem a se adaptar e cortar desde já os itens descartáveis. As penalidades para quem não obedecer as novas regras vão de advertência e intimação para regularizar a atividade (após a primeira autuação) até multa e fechamento administrativo do estabelecimento (após sexta autuação).

Propagação

Algumas iniciativas em âmbito público já têm indicado que a mudança é pra valer. Há quase um ano, em fevereiro de 2019, a Câmara Municipal anunciou que seria interrompida a compra de copos plásticos para uso interno – tanto de visitantes quanto dos funcionários, assessores e parlamentares.. Além disso, há uma campanha interna para estimular os funcionários a utilizar garrafas e canecas próprias. Para os visitantes, são disponibilizados copos de papel biodegradável. A estimativa era de que, por ano, três milhões de copos eram descartados antes da medida.

Na Subprefeitura de Vila Mariana, os funcionários receberam, em setembro passado, copos e canecas feitos de fibra de côco para substituir os copos de plástico e os mexedores descartáveis. A medida faz parte do esforço da gestão em incentivar ações mais sustentáveis nos prédios públicos.

Além dessas mudanças em estabelecimentos comerciais abertos ao público e em órgãos públicos, uma mudança de comportamento generalizada na capital é esperada.

A proibição do plástico descartável no comércio tende a gerar uma adesão maior, com a queda do consumo de descartáveis também em escritórios particulares, grandes empresas, ou mesmo nas residências.

O Brasil, segundo dados do Banco Mundial, é o 4o maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. Desse total, mais de 10,3 milhões de toneladas foram coletadas (91%), mas apenas 145 mil toneladas (1,28%) são efetivamente recicladas, ou seja, reprocessadas na cadeia de produção como produto secundário. Esse é um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica, que é de 9%.
Em São Paulo, o volume de resíduos encaminhados pela coleta seletiva tem aumentado, mas ainda é baixo.

Para modificar essa realidade, basta separar todos os itens recicláveis (papel, plástico, metal e vidro) em uma embalagem e levar até Postos de Entrega Voluntária (PEVs) ou deixar na calçada no dia e horário em que o caminhão da seletiva passa em sua rua. Nas zonas sul e leste paulistanas, o serviço é prestado pela concessionária Ecourbis Ambiental. Para conferir quando sua rua é atendida, acesse: https://www.ecourbis.com.br/coleta/index.html.

Futuro

Mesmo passando por usinas de reciclagem, os plásticos encaminhados por coleta seletiva sofrem perdas no processamento – seja por estarem contaminados, seja por contarem com várias camadas ou não apresentarem valor de revenda). No final, o destino de 7,7 milhões de toneladas de plástico são os aterros sanitários. E outros 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartados de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto.

O levantamento realizado pelo WWF com base nos dados do Banco do Mundial analisou a relação com o plástico em mais de 200 países, e apontou que o Brasil produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico por habitante a cada semana.

Pelo mundo

Vários países pelo mundo estão adotando medidas semelhantes à Prefeitura paulistana, para conter o uso do plástico e garantir que a reciclagem do material se amplie. O mais recente a anunciar mudanças drásticas foi a China. De acordo com informações da Agência Brasil de Comunicação, o país asiático, gigante da economia mundial e um dos maiores produtores industriais do planeta, quer que as maiores cidades fiquem sem sacos de plástico descartável até o fim deste ano. As embalagens desse material vão ser banidas nos próximos anos.

Os sacos de plástico vão ser proibidos nas principais cidades chinesas até o fim de 2020 e, até 2022, a medida vai se estender a todas as cidades e vilas. Até o fim deste ano, o uso de canudinhos, utensílios de plástico usados em restaurantes take away (pegue e leve) e envelopes almofadados de envio de encomendas serão eliminados. Os mercados que vendem produtos frescos estão isentos dessa proibição até 2025.Também até 2025, os hotéis terão de deixar de fornecer itens de plástico.
E não é só na China. Países da Europa já estão bastante avançados na preocupação com a geração de resíduos, ampliação da reciclagem e todo custo ambiental envolvido.

A União Europeia decidiu proibir artigos de mesa, cotonetes, balões e outros objetos plásticos descartáveis ​​a partir de 2021, e agora também pode proibir embalagens de plástico, exigindo o uso de soluções mais sustentáveis.

A Comissão Europeia também está examinando outros possíveis regulamentos para reduzir a poluição de plásticos – do imposto sobre resíduos de plástico aos regulamentos que podem conter a liberação de microplásticos.

Oceanos

De acordo com um estudo lançado pela Ong ambientalista WWF, o volume de plástico que segue para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2.

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2 Comentários

2 Comments

  1. Regina Bollanos

    27 de janeiro de 2020 at 20:41

    Cada pedaço de plástico que enviamos para a reciclagem ou descartamos de forma apropriada é um pedaço a menos a poluir os rios da zona sul, particularmente o Pinheiros e Jurubatuba.

  2. joaquim

    18 de setembro de 2020 at 17:13

    muito legal

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