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Saúde

Unifesp inaugura novo ambulatório de Mastologia na Vila Clementino

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O outubro é Rosa. Por toda a cidade, vários monumentos estão iluminados com a cor relacionada ao mundo feminino não só por questões estéticas, mas para integrar uma campanha de conscientização sobre a prevenção do câncer de mama. Na região, a campanha do Outubro Rosa 2013 vai ficar marcada por algo mais: foi inaugurado um Ambulatório moderno e completo para o atendimento de pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O ambulatório fica na Rua Marselhesa, 249, Vila Clementino. As consultas são agendadas apenas via Unidade Básica de Saúde (UBS) e as mamografias podem ser marcadas pessoalmente, basta ter o pedido médico e o cartão do SUS.
O atendimento já acontecia ali, mas agora as pacientes vão contar com uma infraestrutura mais completa e modernizada. São atendidas ali cerca de 1500 mulheres por mês, não apenas com câncer de mama, mas também outras diversas doenças mamárias. De 30 a 40 casos desta doença são diagnosticados por mês no Hospital São Paulo, também localizado no bairro, mas que recebe pacientes de todo o Estado.
A nova unidade direciona seu atendimento visando ao diagnóstico precoce e aumentando as chances de cura. O espaço tem cerca de 300m², divididos em duas unidades: Clínica, onde ficam os consultórios, e Diagnóstica, onde ficam os equipamentos de última geração. Atualmente o ambulatório dispõe de dois aparelhos de ultrassonografia, um mamógrafo digital e uma mesa de biópsia, todos dedicados ao atendimento dessas pacientes.
O chefe da disciplina de Mastologia da EPM/Unifesp, Afonso Nazário, explica que a situação ideal é quando o câncer de mama é detectado em sua fase inicial, quando esse ainda não é palpável. “Isso só é possível quando se observa algum sinal suspeito na mamografia, que deve ser realizada uma vez por ano. Em ambas as situações, essa estrutura dedicada, permite às pacientes realizarem os exames logo após a consulta com médico especialista. Foi essa complexidade do atendimento que determinou a organização da Unidade Diagnóstica”, esclarece Nazário.
A média de atendimento mensal é de 800 consultas médicas, 250 atendimentos de enfermagem, 120 consultas de fisioterapia, 45 consultas com psicóloga além dos grupos de acolhimento que incluem os familiares das pacientes. Ainda são realizadas mamografias e uma média de 65 biópsias e 70 cirurgias (mais da metade destas, em pacientes com câncer de mama).
Esse modelo de assistência integrado já existe em alguns hospitais no mundo, como o Instituto Gustav Roussy, na França, onde há mais de oito anos, o ambulatório funciona no sistema “one-step clinic”, explica a coordenadora do Ambulatório de Mastologia da EPM/Unifesp, Simone Elias. “Esse sistema visa otimizar o processo de atendimento e diagnóstico do câncer de mama, permitindo a maioria das vezes, definir o diagnóstico no mesmo dia da consulta, e ainda reduzir custos e ansiedade das pacientes”, complementa.
“Percebemos que há uma grande carência no que diz respeito à estrutura diagnóstica nos serviços de saúde do Estado e existe uma legislação que orienta sobre o tempo para atendimento do câncer. Neste sentido, o diagnóstico precoce do câncer de mama é uma etapa essencial para o cumprimento dessas metas”, explica o chefe do Departamento de Ginecologia da EPM/Unifesp, Manoel Girão.
Em 2012, o Brasil registrou 52.680 casos novos de câncer de mama e cerca de 12.000 mortes. Desses óbitos, quase 43% ocorreram na faixa etária entre 40 a 59 anos. A dificuldade de acesso ao diagnóstico nas fases precoces é a principal causa de atraso no tratamento e faz que a mortalidade seja maior entre populações menos favorecidas.

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