Jornal São Paulo Zona Sul

Sindicato de Escolas Particulares defende retorno desatrelado das escolas públicas

O SIEEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) defende que aulas da rede particular volte antes mesmo das escolas públicas. O Sindicato aponta que, no Brasil, as aulas presenciais voltam no dia 27 de julho no Distrito Federal (por decisão judicial), retorno que deve ocorrer igualmente até o final deste mês em capitais João Pessoa, Brasília e Fortaleza. Manaus já voltou em 6 de julho. Na sequência, em agosto, devem reabrir escolas de Goiânia, Curitiba, e São Luís.

“Mas, estranhamente, sem qualquer aviso antecipado (como foi o caso da escola privada, com de mais de 70 dias de antecedência), o governo estadual resolveu liberar o funcionamento das escolas de cursos livres, idiomas, de reforço escolar, música, dança etc., que puderam abrir suas portas desde 13 de julho”, indicou em nota.

“Não temos nada contra. Pelo contrário, somos favoráveis pois estamos na bandeira amarela, e esse também é um segmento que está sofrendo, assim como o ensino técnico, profissionalizante. Mas fica a pergunta: o bebê, a criança, o adolescente ou jovem estudante de uma escola particular e suas famílias valem menos do que aqueles que estudam para obter uma qualificação profissional, um idioma ou arte, música, dança etc.? Parece-nos que, a bem da razão, a resposta adequada seria não. Qualquer outra poderia soar, no mínimo, como discriminatória”, diz. “Então qual seria a razão científica pela qual até agora nada se decidiu a favor dos 2,4 milhões de alunos e suas famílias das 10.000 escolas particulares do Estado que já não sabem mais o que fazer diante dessa situação difícil? Qual seria o critério técnico que para que esse universo continue a ser prejudicado pela pandemia e suas consequências?”, continua. E finaliza: “O próprio Conselho Nacional de Educação, em seu último parecer (CNE/CP 11/2020) aprovado por unanimidade, em 7 de julho, defende a volta da escola particular desatrelada da escola pública. “Atendida as condições de segurança, o setor privado pode voltar”, afirma a especialista em Educação, socióloga e conselheira Maria Helena Guimarães. “As escolas particulares estão investindo para que haja um retorno seguro, de forma gradual”. E com certeza as escolas estão investindo mesmo, para um retorno seguro, pois toda vida importa”.

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