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Cultura

Sesc e Museu do Ipiranga lançam documentário online

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museu ipiranga e sesc

No dia 30 de setembro, a partir das 19h, o Sesc São Paulo lança o documentário Territórios de Resistência – Florestanias, Sertanias, Ribeirias, na plataforma Sesc Digital: Cinema – #EmCasaComSesc, e no site do SescTV. Fruto de uma parceria entre o Sesc Ipiranga, o Museu do Ipiranga e a Universidade de São Paulo (USP), a obra parte do registro da última atividade realizada durante a Ocupação Museu do Ipiranga, em 2019, para ressignificar o trabalho na perspectiva do audiovisual.

O roteiro, estruturado em quatro partes – Narrativas em Disputa, Florestanias, Sertanias e Ribeirias – evidencia o contínuo processo de exploração dos territórios e as violências incessantes para estabelecer um controle hegemônico que desconsidera os modos de existência, os direitos e saberes de seus habitantes, e discute o papel ativo dos espaços físico e simbólico do museu na construção de narrativas e memórias e nos processos de resistência. A obra conta com legenda em português e tradução em Libras.

Ocupação Museu

As ocupações artísticas realizadas no Museu do Ipiranga entre 2018 e 2019 buscaram chamar a atenção da sociedade civil para o museu – fechado desde 2013 para restauro, com previsão de abertura em 2022, ano que marca o bicentenário da independência – e para a inclusão de memórias que foram apagadas do processo histórico. A programação foi norteada a partir do reconhecimento da falta de representatividade de diferentes grupos sociais e da predominância de uma narrativa hegemônica representada de forma simbólica, pelas pinturas e esculturas que integram o acervo do Museu.

Territórios de Resistência, Narrativas em Disputa – Florestanias, Sertanias, Ribeirias, última ocupação artística do Museu do Ipiranga, foi concebida de forma colaborativa, envolvendo equipes do Sesc e do Museu sob a coordenação artística de Maria Thaís.

As experimentações cênicas, que ocuparam o museu nos meses de maio a julho de 2019, se organizaram em um formato triplo, a partir de três territórios e dos seus modos de existência. Nomeados como florestanias, sertanias, ribeirias, os territórios foram relacionados a três obras do Acervo do Museu, Índio com arco e flecha (de Adrian Henri Vital Van Emelen), Baiana (autoria desconhecida) e Herói da Guerra do Paraguai (de Adrian Henri Vital Van Emelen).

As apresentações contaram com a participação de atores, cantores e coro, além de comentaristas convidados e do público presente. As leituras-manifesto foram narradas e cantadas, contrapondo textos e documentos históricos, relatos, cartas, notícias de jornal, poesias, trechos de livros e evocações que remontaram aos territórios e seus sujeitos, nos três primeiros séculos da colonização.

O Documentário

A linguagem audiovisual de Territórios de Resistência: Florestanias, Sertanias, Ribeirias mantém as estruturas poéticas das experimentações cênicas apresentadas durante a ocupação do Museu em 2019, servindo-se de parte dos registros das apresentações, mas incorporando outros materiais do acervo do Museu, como fotografias, pinturas, mapas e vídeos de outros acervos, além de comentários e entrevistas de pensadores, pesquisadores e lideranças indígenas e religiosas.

“A seleção e captação das entrevistas acompanharam a produção do documentário desde o início e, mesmo com as restrições da pandemia, conseguimos contemplar a pluralidades de vozes, tão importante para o projeto desde a Ocupação no Museu, com uma representatividade geográfica, que passa pelos mais diversos estados, de sul a norte do Brasil”, comenta Yghor Boy que, juntamente com Maria Thaís, assina a direção e a edição.

Assista online em sesctv.org.br/noar

 

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