Jornal São Paulo Zona Sul

Sarampo já matou três bebês e dois adultos em São Paulo

Mais um bebê, com menos de um mês de vida, morreu essa semana vítima do sarampo na cidade de São Paulo. Já é o terceiro caso de morte – uma menina de Osasco, com quatro meses, e um menino, com nove meses, também da capital.

Morreram também dois adultos, uma mulher de 31 anos e um homem de 39, ambos moradores da cidade de São Paulo e sem registro de vacinação.

O Estado de São Paulo é campeão no país em casos confirmados de sarampo, que já ultrapassam 5 mil, quase 3 mil deles na capital.
Vale destacar que as unidades básicas de saúde continuam oferecendo a vacina tríplice viral gratuitamente, mesmo após a campanha de conscientização finalizada em agosto.

O foco no Estado continua sendo a atuação para vacinar bebês, já que muitos ainda não têm proteção contra a doença. A faixa etária é considerada mais vulnerável a casos graves e óbitos, e representa cerca de 13% do total de casos registrados em SP. Por outro lado, é importante ressaltar que a vacinação dos jovens e adultos é essencial para evitar que eles se transformem em pessoas que podem contagiar bebês e outros não imunizados.

A recomendação para os pais de crianças com idade inferior a 6 meses é evitar exposição a aglomerações, manter higienização adequada, ventilação adequada de ambientes, e sobretudo que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal. Somente um profissional de saúde poderá avaliar e dar as recomendações necessárias.

A vacinação no Estado continua contra sarampo bebês com idade entre 6 meses a 1 ano, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A aplicação da chamada “dose zero” visa a proteger as crianças e não será contabilizada no calendário nacional de vacinação da criança, ou seja, os pais ou responsáveis também deverão levar as crianças aos postos para receber a tríplice viral aos 12 meses e também aos 15 meses para aplicação do reforço com a tetraviral, que protege também contra varicela.

Os municípios devem ainda seguir realizando ações de bloqueio diante da notificação de casos da doença. Além disso, as pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto de vacinação, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação da dose, que será administrada de forma “seletiva”, ou seja, apenas em quem tiver alguma pendência.

O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter duas doses da vacina contra o sarampo. Acima desta faixa, até 59 anos, é preciso ter uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.

O Centro de Vigilância Epidemiológica estadual realiza monitoramento contínuo da circulação do vírus.

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