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São Paulo volta à Fase Vermelha: comércio ainda não pode reabrir

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Às vésperas do Dia Das Mães, comércio só poderá funcionar com retirada de produtos.

Salões de beleza, academias, restaurantes, bares, shopping centers, cinemas, lojas de rua… Nenhum estabelecimento desses setores poderá voltar a funcionar na próxima segunda, 12 de abril. O Governo do Estado anunciou a interrupção da chamada Fase Emergencial, mas as mudanças, na prática, são poucas: volta a haver futebol e abertura de igrejas – agora classificadas como serviço essencial. As escolas também podem voltar a ter aulas presenciais, mas com limite de 35% de alunos.

Inicialmente, a determinação vale até a próxima sexta, dia 16, mas durante a entrevista coletiva em que as informações sobre mudanças foram passadas, os integrantes do Centro de Contingência para o Coronavírus não apontam grandes diferenças nos próximos dias ou semanas.

Outra atividade que terá autorização para voltar a atender é a de materiais de construção, basicamente a única a ser acrescentada na lista de não essenciais na Fase Emergencial. Os bares e restaurantes também podem voltar a oferecer serviço de retirada/take away, ou seja, agora o cliente pode entrar no estabelecimento para retirar os alimentos prontos.

Jornalistas questionaram sobre a possibilidade de retirada de mercadorias em lojas, já que o material apresentado pelo Governo do Estado aponta a possibilidade de retirada de mercadorias inclusive em shopping centers. “Nunca proibimos as lojas de funcionar, apenas não pode haver frequência à loja, entrar no ambiente, provar roupas. É permitido retirar na porta”.

Apesar de não ter ficado clara a questão da circulação em corredores de shopping centers, o vice-governador ressaltou que os centros comerciais já estruturaram serviços de drive-thru nos estacionamentos. Vale ressaltar que o período da Fase Vermelha que se inicia agora, ao que tudo indica, permanecerá durante toda a campanha que antecede o Dia das Mães, segunda data mais importante para o comércio nacional, perdendo apenas para o Natal, em termos de movimento nas vendas.

Os anúncios foram feitos durante coletiva no início dessa tarde, 9 de abril. O governador João Doria não estava presente. Segundo Paulo Menezes, diretor do centro de contingência do coronavírus no Estado de São Paulo, as restrições vão continuar porque as medidas geraram queda nos índices de ocupação de leitos hospitalares. “A expectativa é que na virada do mês de abril para maio, a depender dos índices, seja possível evoluir para a Fase Laranja”. Isso significa que as atividades comerciais terão que aguentar ao menos mais três semanas sem abrir portas para clientela.

“Pessoas mortas não consomem”, declarou o vice-governador Rodrigo Garcia, que comandava a coletiva. “Não estamos entendendo isso como um relaxamento das medidas restritivas. Estamos entendendo apenas como um avanço nas medidas emergenciais”, disse Garcia. “Não acreditamos que a mudança para Fase Vermelha coloque em risco os avanços alcançados”, concluiu João Gabardo, que também integra o Centro de Contingência e, por sua vez, disse que é possível, conforme evolução dos números, que alguma região do Estado seja reclassificada para a Fase Laranja antes, conforme números apresentados.

Questionada sobre a liberação dos jogos de futebol, a secretária Patrícia Ellen, de Desenvolvimento Econômico, explicou que já vale a partir desse fim dia semana, ou seja, os jogos dos dias 10 e 11 já poderão ser realizados no Estado. “Não estamos dando nenhum jeitinho com relação ao futebol, apenas seguindo nova recomendação”, defendeu o vice-governador.

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