Siga-nos

Coronavírus

São Paulo tem menos lixo nas ruas e nas casas, menos trânsito e menos poluição

Publicado

em

O rodízio está suspenso na cidade para que as pessoas que precisam se locomover possam evitar o transporte público quando precisarem sair de casa. Embora nos últimos dias tenha sido registrada uma queda na adesão ao distanciamento social, com aumento do tráfego urbano, os níveis ainda continuam baixos e há poucos e raros pontos de congestionamento.

Vale destacar, entretanto, que a Zona Azul está suspensa em um raio de 300 metros de unidades de saúde, como hospitais, ambulatórios, UBS, UPA, AMA, pronto-socorro, dentre outros estabelecimentos que prestem atendimentos de urgência e emergência. O objetivo é auxiliar o atendimento da população e o deslocamento dos profissionais de saúde para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

No restante da cidade, a Zona Azul continua vigente e a cobrança vem sendo feita normalmente.

Poluição

A quarentena provocou uma diminuição das atividades e consequentemente da circulação de veículos, reduzindo as emissões atmosféricas geradas por este tipo de fonte na Região Metropolitana de São Paulo. Desde 20/03, a CETESB tem registrado, em todas as 29 estações de monitoramento da região, qualidade do ar BOA para os poluentes primários, que são aqueles emitidos diretamente pelas fontes poluidoras.

Além do menor número de veículos em circulação, as condições mais livres do trânsito e a ausência de engarrafamentos também vem contribuindo para uma menor emissão de poluentes. A CETESB esclarece que a qualidade do ar também é fortemente influenciada pelas condições meteorológicas de dispersão dos poluentes.

Deste modo, é complexo quantificar exatamente a contribuição da redução atual das atividades na melhoria da qualidade do ar, durante o período da COVID-19.

Os níveis de monóxido de carbono, que é um indicador da emissão de veículos leves em grandes centros urbanos, estão atualmente, entre os mais baixos do corrente mês de março na região.

Limpeza

Levantamento feito pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), aponta uma queda de aproximadamente 55% nos dados de varrição, em decorrência do menor volume de resíduos nas ruas, 12% na coleta comum e aumento de 25% na coleta seletiva. Esses números, que são dados preliminares, podem estar ligados a uma maior adesão dos paulistanos à reciclagem, assim como uma menor geração de resíduos nas ruas durante o período de quarentena por causa do coronavírus.

O serviço de coleta domiciliar comum, que inclui atendimento as residências e estabelecimentos comerciais pequenos geradores (que geram até 200L/ dia) tiveram uma redução de 12% nos quantitativos. Estima-se que essa redução se deve ao fechamento temporário de serviços presenciais não essenciais no município.

Por outro lado, a coleta seletiva chegou a crescer 25% na primeira quinzena deste mês, em relação ao mesmo período do ano anterior. Na quinzena, este ano, foram coletadas 4 mil toneladas de recicláveis. No mesmo período em 2019 foram recolhidas 3,2 mil toneladas.

Nos primeiros 15 dias deste mês foram recolhidas 1,8 mil toneladas de resíduos, enquanto foram coletadas 4,1 mil toneladas em 2019. Ao todo, foram registradas cerca de 2 mil toneladas a menos – o que representa uma queda de mais de 50%.

Estima-se que a menor produção de lixo nas ruas se deve também à diminuição de pessoas nas ruas, já que os planos de trabalho de limpeza não sofreram reduções e sim, ampliações. É o caso da ampliação das equipes de limpeza e lavagens em torno dos hospitais, pontos de ônibus e terminais de trem e metrô da capital.

Advertisement
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

© 2022 Jornal São Paulo Zona Sul - Todos os Direitos Reservados